14 de Abril de 2019 às 08:52

Disputa pela prefeitura de Rondonópolis deve confrontar lideranças novas e tradicionais

Gazeta MT

Quem pensa que a eleição do ano que vem pode ser uma reedição do confronto de notáveis de 2016 pode ir refazendo os cálculos. Sim, e muito provável que tenhamos novamente três ex-prefeito na disputa, mas o cenário deverá ter também pelo menos dois nomes projetados na eleição do ano passado: Thiago Silva (MDB) e o delegado Claudinei Lopes (PSL). Os dois ainda não admitem as candidaturas publicamente, mas, segundo informações levantadas pelo Buxixo, já orientaram seus assessores na Assembleia Legislativa a colocarem a 'campanha na rua'.

Thiago Silva tem a seu favor a maior máquina partidária. Tem também a boa avaliação sobre o período em que foi vereador e a confiança e muitas lideranças políticas tradicionais. Já o delegado Claudinei Lopes conta com o apoio de largas parcelas do funcionalismo público e também do eleitorado bolsonarista - ainda expressivo na cidade. A avaliação é que ambos nada têm a perder. Se não conquistarem a Prefeitura, retomam os mandados como deputados com o reforço das bancadas do MDB e PSL na Câmara Municipal.

Há quem diga ainda que o também deputado estadual Sebastião Rezende e o deputado federal José Medeiros também sonham com a disputa pela Prefeitura. Ambos fazem sondagens, mas o mais provável é que integrem uma aliança reservando forças para o futuro.

Na outra ponta são dadas como certa as candidaturas do ex-prefeito Adilton Sachetti e também do atual, José Carlos do Pátio. Percival Muniz está com problemas na Justiça, mas a defesa aposta que reverterá a recente condenação em primeira instância com recurso ao TJMT - o que pode colocá-lo novamente no páreo.

Noves fora o imponderável, tudo indica que teremos uma disputa inflacionada, confirmando um maior fracionamento das forças políticas locais. O embate será mais duro e, com sorte, também mais amplo.