5 de Fev. de 2019 às 11:25

Justiça retoma depoimento em processo de desvio de R$ 8,1 milhões de ex-governador

Cuiabá, MT - Rafael Costa

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O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, retoma na quarta-feira (6) o depoimento de testemunhas nos autos de uma ação penal da qual o Ministério Público Estadual (MPE) acusa o ex-governador Silval Barbosa (MDB) de desviar até R$ 8,1 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude no sistema de abastecimento de combustíveis das máquinas da Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana.

Está programado para a partir das 13h30 o depoimento do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e outras testemunhas que são Francisco de Assis Amâncio Figueiredo Dorileo, Flaviano Kleber Taeus Figueiredo, Mauro Cesar Pereira, Silvia Mara Gonçalves e Arlan Lino Edeus.

As investigações conduzidas pela Delegacia Fazendária e convertida em denúncia pelo Ministério Público Estadual, aponta que no período de outubro de 2011 a dezembro de 2014, por meio da Secretaria de Estado de Administração (SAD), foram desviados mais de R$ 8,1 milhões dos cofres públicos para promover a regular remuneração dos fornecimentos prestados pela empresa Marmeleiro Auto Posto Ltda, e, por conseguinte, pela remuneração da prestação e manutenção do serviço de gerenciamento do consumo de combustível pela empresa Saga Comércio e Serviço Tecnológico e Informática Ltda.

Ainda são réus na ação penal os ex-secretários de Estado Cesar Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad; o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cesar Corrêa Araújo; o ex-secretário adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro; o ex-secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Valdísio Juliano Viriato; os empresários Edézio Corrêa e Juliano Cezar Volpato; e os ex-servidores da Secretaria de Transportes, Alaor Alves Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.

A ação penal derivada da 5ª fase da Sodoma apura suposto esquema que teria causado prejuízo de R$ 8,1 milhões aos cofres do Estado, entre 2011 e 2014, por meio da exigência de propina dos sócios do Auto Posto Marmeleiro e da Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda, Juliano Volpato e Edézio Corrêa. Em troca, os empresários eram favorecidos em contratos com o Estado, cujas licitações eram fraudadas e os valores pagos eram superfaturados em favor das empresas.

Parte do dinheiro teria sido usado para quitar dívidas de campanha de 2012 do então candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), e seu vice na época, Francisco Faiad (PMDB).