9 de Set. de 2019 às 07:32

Gaeco prende tenente-coronel denunciado por obstrução de inquérito em Cuiabá

Gazeta MT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) prendeu no início da noite de domingo (8), o tenente coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola, dentro de sua residência, em Cuiabá.

A prisão é decorrente da “Operação Coverage”, que investiga o envolvimento de Paccola e mais quatro militares de fomentar um esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Deflagrada no dia 21 de agosto, a operação prendeu tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira, o sargento Berison Costa e Silva e os tenentes Cleber de Souza Ferreira e Thiago Satiro Albino.

No entanto, na época Paccola não chegou a ser preso porque tinha a seu favor um habeas corpus preventivo concedido pelo Tribunal de Justiça.

As informações preliminares dão conta que a prisão do oficial, teria acontecido pela suspeita dele ter voltado a fraudar o registro de armas da PM.

Paccola deverá ser encaminhado ao Fórum de Cuiabá nesta segunda-feira (09), onde passará por uma audiência de custódia, onde será definido qual unidade prisional militar ele ficará preso.

Caverage

De acordo com as investigações, os militares são suspeitos de utilizar seus cargos e funções de relevância para adulterar o registro de uma pistola 9 mm que pertence a Ferreira.

Para o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as fraudes foram descobertas após a apreensão da pistola e do celular do tenente na Operação Assepsia, deflagrada pela GCCO.

Depois da apreensão, o aparelho foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), onde foram realizadas extrações de conversas do aplicativo WhatsApp.

Desses diálogos, os investigadores descobriram um suposto grupo criminoso composto pelo tenente Cleber, Albino, Paccola e Parreira.

Denúncia do MPE

Na semana passada, o MPE ofereceu denúncia criminal à Justiça contra Paccola e os demais militares presos. No documento, foi solicitado ainda a demissão dos PMs.

Os denunciados devem responder pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações.