17 de Julho de 2019 às 17:39

Gerson delata que 120 números foram grampeados a mando de Paulo e Pedro Taques

A informação foi dada em seu reinterrogatório na tarde desta quarta-feira (17), na 11ª Vara Criminal de Cuiabá.

Gazeta MT

O cabo da Polícia Militar Gerson Correa Júnior afirmou na tarde desta quarta-feira (17), que pelo menos 120 terminais telefônicos foram grampeados ilegalmente em Mato Grosso e que interceptações foram realizadas a mando dos primos Paulo e Pedro Taques.

As informações foram concedidas em seu reinterrogatório realizado na 11ª Vara Criminal de Cuiabá, em audiência comandada pelo juiz Marcos Faleiros.

Em depoimento Gerson explicou que em meados de 2014, o sistema dos grampos foi operado para realizar investigação uma organização criminosa contra tráfico de drogas que operava em Cáceres. Nela integrariam policiais militares e traficantes.

Nesse primeiro momento, fora inseridos números desses policiais militares e dos criminosos. Algum tempos depois, uma segunda lista chegou ao coronel Zaqueu com os números de adversários políticos de Pedro Taques. Segundo ele, a lista teria sido entregue por Paulo Taques.

"Nesta época tínhamos monitorado cerca de 130 números, incluindo adversários políticos do [Pedro] Taques, policiais, membros do Gaeco. E os números interceptados foram realizados a mando de Paulo com anuência do ex-governador", declarou.

Os grampeados nesse período foram os dos advogados José Antônio Rosa (jurídico da campanha de José Riva), Jose do Patrocínio (jurídico da campanha de Lúdio Cabral), o candidato José Marcondes Muvuca, a advogada Tatiane Sangalli (ex-amante de Paulo Taques), o vereador Vinicius Hugueney, Michelle Cecilia da Silva, Eduardo Gomes Silva Filho (assessor de Wagner Ramos), Romeu Rodrigues da Silva (assessor especial da Seduc), a jornalista Larissa Malheiros e o coronel Mendes.

Superado o pleito eleitoral, o grau de interesse entrou em declínio, permaneceu apenas o Muvuca, por ser inimigo capital de Taques.

Os grampos perduraram até outubro de 2015, quando o então secretário de segurança, Mauro Zaque, tomou conhecimento dos fatos.

“Zaqueu mandou eu destruir com tudo. Eu joguei as gravações todas em um rio. Exceto pendrives que eram repassados ao senhor Paulo Taques”, afirmou.