22 de Maio de 2019 às 10:49

Investigadores da PJC de Mato Grosso protestam contra a reforma da previdência

O grupo cobrou o fim da idade mínima para aposentadoria dos policiais civis

Gazeta MT

Um grupo formado por 115 investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso organizado pelo sindicato da categoria (Sinpol) esteve em Brasília na tarde desta terça-feira (21), para protestar contra a reforma da previdência (PEC 06/2019) que está tramitando na Câmara dos Deputados.

Na capital federal os servidores se uniram a cerca de 4 mil manifestantes convocados pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e juntos ocuparam a Praça dos Três Poderes no ato "Pelo Direito do Policial se Aposentar".

Com cartazes, bandeiras e até cruzes simbolizando as vidas de colegas mortos em serviço o grupo chamava a atenção para insatisfação da categoria em relação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) que desconsidera as particularidades e peculiaridades da atividade de risco desempenhada pelos servidores de segurança pública.

"Queremos que o governo garanta aos policiais civis as mesmas condições de aposentadoria dada aos militares das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares através do Projeto de Lei 1645/1: 35 anos de trabalho sem fixação de idade mínima para envio do servidor à reserva remunerada. Com as novas regras, a idade mínima ultrapassará 55 anos de idade para servidores em atividade de alto risco, sem distinção de gênero. Aposentadoria diferenciada para policiais não é privilégio, é direito!", ressaltou Edleuza Mesquita, presidente do Sinpol-MT.

De acordo com a presidente do Sinpol-MT, a PEC 06/2019 também prevê regras para pensão e invalidez iguais pra todos os servidores públicos.

"A atividade policial implica em real risco de morte ou invalidez para o investigador ao longo da carreira. Não levar isto em conta faz com que o policial se sinta desprotegido e trabalhe apreensivo em situações de combate. Perde o policial e a sociedade pela queda da qualidade do serviço de segurança pública", explicou Edleuza.

"Queremos uma aposentadoria justa e isonomia na segurança pública, sem fragmentação. O respeito é necessário e nós vamos lutar até o último momento por nossos direitos", completou a investigadora.

Agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia do Congresso Nacional, agentes prisionais e do sistema socioeducativo de todo país também participaram do protesto.