10 de Out. de 2019 às 06:00

Após 60 dias, família ainda não recebeu ajuda de mulher de ex-deputado

Nem uma dipirona eles me deram. Eles não sabem onde é minha casa. Eles conhecem a gente assim, por entrevistas", desabava Dayane

Rondonópolis, MT - Estevan de Melo

Dayane passo o dia em casa sem poder fazer nada por causa das fraturas. (Foto: Messias Filho / GazetaMT)Em entrevista exclusiva ao site GazetaMT, Dayane Palmeiras dos Santos, 35, falou sobre as dificuldades enfrentadas após ser atropelamento por uma caminhonete conduzida por Lidiane Campos, mulher do ex-deputado federal por Mato Grosso Adilton Sachetti. No acidente, Lidiane matou uma criança, de 3 anos, após invadir uma preferencial no Centro de Rondonópolis (MT), no dia 11 de agosto deste ano.

Dayane, que teve fraturas nas pernas e no braço, estava em uma motocicleta juntamente com o enteado Daniel Augusto Costa, que morreu, e o marido dela, Marcos Souza da Costa, 30, pai de Daniel Augusto, que teve uma lesão no pé. "Que medo é esse que eles têm de mandar alguém aqui vim atrás da gente. A gente não vai fazer nada".

"A gente não está tendo apoio de nada. Nem uma dipirona eles me deram. Eles não sabem onde é minha casa. Eles conhecem a gente assim, por entrevistas", desabava Dayane, que passa o dia inteiro em casa sem poder fazer nada por causa das lesões sofridas.

Lidiane seguia pela Avenida Rui Barbosa em uma Hilux SW4, quando cruzou a Avenida 15 de Novembro, atingindo a moto da família. Após o impacto a motorista fugiu do local do acidente sem prestar socorro às vítimas. "Só o velório do neném ficou em R$ 3,7 mil e até hoje não foi pago. Porque nós não temos condições", afirmou.

"Minha vida está difícil. Eu passo o dia inteiro aqui sozinha sem pode fazer nada. Os médicos não deram previsão de quando eu posso voltar a ter uma vida normal. Meu pé está muito inchado, muito infecionado, agora que eu comecei a fazer fisioterapia porque conseguiram para mim", disse Dayane.

Um laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) divulgado na semana passada apontou Lidiane Campos como responsável pelo acidente. Segundo o laudo, ela não teria respeitado a sinalização e invadiu a preferencial, atingindo o veículo em que estavam as vítimas. A perícia diz ainda que a infração pode estar ligada à distração por parte da condutora ou motivo de ordem psicossomática.

O caso continua sendo investigado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

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