5 de Nov. de 2018 às 09:44

Justiça ouve 50 homens do PCC em Cuiabá no dia 13

Ação penal oferecida pelo Gaeco desmembrou esquema gigantesco de quadrilha em MT

Cuiabá, MT - Rafael Costa

Divulgação

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, designou para o dia 13 de novembro audiência de instrução e julgamento a partir das 14h de 50 homens acusados de integrar a cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital de Mato Grosso).

A ação penal é desdobramento da Operação "Ad Sumus" deflagrada em 2013 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso.

Todos são acusados de formação de quadrilha e tráfico de drogas e poderão ser condenados, ao final do processo, em penas superiores a 30 anos de prisão.

A Operação "Ad Sumus", desencadeada em Mato Grosso, prendeu 35 integrantes do PCC. Desses, 30 foram presos em Cuiabá, Rondonópolis, Sapezal, Poxoréo e Poconé. Os outros cinco mandados de prisão ocorreram fora do Estado. 

A operação também teve foco em São Paulo, Mato Grosso Sul e Rondônia, sempre visando combater o fortalecimento do PCC em Mato Grosso.

Ao todo, foram 50 mandados expedidos, sendo que 19 acusados já estavam presos na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, no Presídio de Mata Grande, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), e em outras unidades prisionais.

Na época, foi divulgado que as investigações foram intensificadas a partir de março de 2012, quando o PCC reforçou suas atividades em Mato Grosso. A ideia do grupo era recrutar criminosos através do "batizado".

As investigações apontaram que responsáveis pelo recrutamento de  criminosos ao PCC foram os réus Davi e Samuel Batista Mateus (Gordo ou Samu). Ambos estavam em liberdade e agiam diariamente para trabalhar pelo fortalecimento da organização criminosa principalmente na fronteira do município de Cáceres com a Bolívia. 

"Eles tinham a tarefa de organizar e fortalecer a facção em Mato Grosso, recrutando novos integrantes e fornecendo logística para as ações criminosas, que eram as mais variadas possíveis, tendo como principal vetor o tráfico de drogas e furto/roubo a instituições financeiras", diz um dos trechos da denúncia criminal formulada pelo Gaeco.