10 de Out. de 2019 às 07:54

Zé do Pátio perdeu dinheiro destinado à Unemat

Gazeta MT

Recentemente, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé do Pátio (SD), apresentou a estudantes um projeto arquitetônico para o que segundo ele virá a ser a sede da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) na cidade. Na mesma ocasião, o prefeito reclamou da falta de apoio do Governo do Estado, que não estaria sendo parceiro na construção do prédio, para o qual a prefeitura já teria inclusive doado uma área.

Indignado com a situação, Pátio chegou a afirmar que diante da inércia e da falta de compromisso do Estado com a situação, ele iria bancar a construção do dito prédio sozinho, com recursos próprios da prefeitura. Uma atuação e um discurso digno de aplausos, convenhamos!

Mas, eis que o Buxixo descobre pela imprensa, ah essa imprensa, que na verdade já houve sim um dinheiro do Estado destinado para a construção da dita sede da Unemat, mas o dinheiro foi devolvido porque a prefeitura não apresentou nenhum projeto para a construção da mesma. Ou seja: se a obra ainda não existe, a culpa é do próprio Zé do Pátio, que não se sabe porque motivos, preferiu perder o convênio para depois sair pelas escolas da cidade protestando contra o que chama de falta de apoio do Governo do Estado para a cidade.

O dinheiro, à título de esclarecimento, no valor de R$ 600 mil, eram de uma emenda do deputado estadual Sebastião Machado Rezende e seriam destinados à investimentos no curso de Direito da Unemat, que contou inclusive com a entrega simbólica de um cheque feito pelo deputado para Zé do Pátio, que aconteceu no mês de julho de 2018.

Mas, de acordo com o apurado junto à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, o dinheiro ficou à disposição da prefeitura durante todo o ano passado, mas como ela não demonstrou nenhum interesse ou projeto para a utilização do recursos, que poderia ser aplicado no início da obra de construção da tal sede para o campus da universidade,  o dinheiro acabou retornando para os cofres do Estado, como prevê a lei.

Como se pode ver, apoio há, tanto da bancada estadual quanto por parte do Governo, mas parece que Zé do Pátio não o quer, talvez para não ter que dividir a paternidade da obra e poder continuar praticando o seu discurso de defensor do povo perseguido pelos ricos e representantes da "zelite", mas isso o Buxixo deixa por conta da capacidade de interpretação do amigo leitor.