4 de Julho de 2018 às 14:33

PM forma mais 46 policiais em ‘Análise de Inteligência Estratégica’

Capacitação durou três meses, totalizando quase 300 horas aulas teóricas e práticas

Gazeta MT

A Polícia Militar concluiu nesta terça-feira(03), com o ato de entrega dos certificados, o 1º Curso de Análise de Inteligência Estratégica. Ministrado em Cuiabá, a capacitação durou três meses, totalizando quase 300 horas aulas teóricas e práticas.

Realizado por meio da Diretoria da Agencia Central de Inteligência da PMMT, formou 46 policiais militares dos Comandos Regionais de Cuiabá e Várzea Grande (1º e 2º CR's) e de unidades como especializadas como os Batalhões Rotam e Ambiental, além outros agentes públicos do Tribunal de Justiça, do Gaeco (Ministério Público), Polícia Rodoviária Federal(PRF), Polícia Judiciária Civil(PJC) e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sistema Prisional) e da PM e do Corpo de Bombeiros do Amazonas. Entre os formandos estão 11 mulheres da PM e outros órgãos.

Além da busca de informações, nesse curso o policial aprende a relatá-las metodologicamente em documentos técnicos de inteligência. E ainda, a fortalecer o fluxo de informações e a aprimorar o processo de assessoramento nas tomadas de decisões, no caso da PM, o Comando Geral.

Aos discentes, profissionais já iniciados na Doutrina de Inteligência, permitiu o aprimoramento no processo de salvaguardar os assuntos sigilosos de interesse da PMMT, do Estado e da Sociedade.

No ato de formatura, o diretor de Inteligência da PMMT, tenente-coronel Miguel Augusto Alves de Amorim, destacou que os conhecimentos oferecidos são propícios à influenciar o planejamento estratégicos das instituições e consequentemente do Estado.

"É dificultoso fazer frente aos diversos cenários relacionados à Segurança Pública sem, além de curto e médio, um planejamento de longo prazo tendo como base uma análise prospectiva bem elaborada e alinhada com a realidade", completou o TC Augusto.

O comandante geral da PMMT, coronel Marco Vieira da Cunha, lembrou que a inteligência, com os dados e conhecimentos levantados cotidianamente, é fundamental para a parte operacional. Para Cunha, não se faz segurança pública sem integração com a inteligência e outros órgãos. "Vocês estão de parabéns, a organização e os formandos", finalizou.

O secretário-adjunto de Inteligência da Sesp-MT, Arno Osny, disse que o Sistema de Inteligência da Segurança Pública de Mato Grosso servindo de referência para outros estados. "Temos um sistema próprio e compartilhamos conhecimentos com os quais atuamos, por exemplo, no combate às facções criminosas", observou.

Já o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Wesney de Castro Sodré, assinalou que na prevenção e repressão à criminalidade o caminho é esse mesmo, investir em Segurança Pública como vem fazendo o Governo do Estado, o que inclui inteligência estratégica. "O Governo tem esse diferencial, completou.