13 de Ago. de 2019 às 13:30

Professores retornam amanhã (14) e devem cumprir 42 dias de reposição de aulas

Em 2020 as escolas estaduais terão calendários diferentes, para as escolas que aderiram a paralisação, o ano letivo se inicia em março.

De Cuiabá-Sabryna Carvalho

Os professores da Educação Estadual devem retornar às salas de aula nesta quarta-feira (14), após 75 dias de greve. Para repor os dias de paralisação, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), irá propor às escolas que aderiram a greve, que o ano letivo de 2019 seja finalizado por volta de 15 de fevereiro de 2020, com a reposição de 42 dias letivos. A proposta deve ser encaminha nesta semana e a elaboração do calendário de reposição ocorrerá pelas próprias unidades escolares, juntamente com os Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Seduc.

"É importante ressaltar que a Seduc não está inerte diante de todo esse processo. Encaminharemos às unidades escolares um documento orientativo e uma proposta de calendário para reposição dos 42 dias letivos", explicou a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, lembrando que dos 75 dias de paralisação, 33 são de sábados, domingos e feriados, o que não conta como dia letivo.

Em 2020 as escolas estaduais terão calendários diferentes, para as escolas que aderiram a paralisação, o ano letivo se inicia na segunda quinzena de março e para as que não participaram do movimento grevista o ano letivo tem início em fevereiro.

Reposição dos salários cortados

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o Governo do Estado fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.

 Greve na Educação Estadual

A greve dos profissionais da Educação Estadual teve início no dia 27 de maio e uma das principais reivindicações da categoria foi a exigência do cumprimento da lei complementar 510/2013. Após 75 dias de paralisação, a greve chegou ao fim na sexta-feira (09), após uma última proposta feita pelo governador Mauro Mendes (DEM). O documento propõe que assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto avaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para concessão da RGA e do aumento salarial dos servidores.

"Ninguém solta a mão de ninguém", diz professores durante Assembleia Geral. Foto: Sabryna Carvalho

 O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), alertou que a greve foi encerrada, mas garante que estão em Estado de Greve, ou seja, caso o Executivo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base, o movimento pode retornar. "A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porquê, o ponto principal desta greve, que o cumprimento da lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado e a categoria reafirma que caso o Governo não integralize uma proposta até a próxima data base no ano de 2020, nós poderemos ter uma nova greve", pontua Valdeir Pereira presidente do Sintep/MT. 

 

Greve nacional

Os profissionais da educação e alunos das esferas municipal, estadual e federal realizam nesta terça-feira (13), um ato público em todo o país, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da população contra o corte de verbas para a área da educação feito pelo Governo Federal. As reivindicações da categoria são entre elas, o reajuste salarial, a recomposição dos investimentos na área por parte do Governo e a valorização dos servidores. Na manhã de hoje (13), professores e alunos já se reuniram no centro de Rondonópolis. Na Capital, o ato unificado da greve nacional acontece no período da tarde na Praça Alencastro.