12 de Julho de 2019 às 08:18

Quando essa novela vai acabar?

Gazeta MT

Uma situação que já está cansando a beleza de todos é a greve dos trabalhadores da Educação no estado. Sem dar aulas há 45 dias, os professores cobram do governo o cumprimento da lei 510/2013, aprovada depois de criteriosos estudos realizados em gestões anteriores, que reconheceram a capacidade do Estado de pagar um percentual de 7,69% anualmente acima da inflação, para no período de dez anos dobrar o poder de compra do salários dos professores, que sempre foi muito baixo e nunca foi atrativo para os melhores profissionais.

De sua parte, o Governo do Estado argumenta que não tem condições financeiras de cumprir com o que determina da lei 510/2013, alegando dificuldades de caixa e se amparando na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e afirmando que está gastando acima do limite de 54% da arrecadação com a sua folha de pagamento. Amparado em uma decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) que diz que os pagamentos de trabalhadores que fizerem greves injustificadas poderão ser cortados, alguns dias do mês de maio e a integralidade dos salários dos trabalhadores foi cortado em junho, como forma de pressionar os mesmos a voltarem ao trabalho.

A Justiça interveio e realizou duas audiências de conciliação, mas nada das partes chegarem a um acordo. Por último, a Assembleia Legislativa entrou no páreo e disparou contra o Governo, afirmando que há sim condições de pagar o aumento dos professores com o aumento na arrecadação que houve este ano e sugerindo que isso seja feito de forma parcelada, mas até o momento o governador Mauro Mendes (DEM) não se manifestou a respeito.

Hoje, os professores voltam a se reunir em assembleia geral para decidir o futuro do movimento iniciado no último dia 27 de maio, mas sem uma proposta que atenda suas reivindicações, a tendência é que se mantenham em greve, prolongando mais ainda a já infindável novela que já prejudica os milhares de estudantes da rede pública estadual.

O Buxixo entende que é hora de um entendimento, que ambas as partes cedam um pouco, que os deputados estaduais pressionem mais o governo em busca de uma proposta aceitável que ponha um fim à essa greve.