11 de Junho de 2019 às 15:49

Apesar da greve, governo alega que aumentaram o número de escolas que votaram às atividades

De acordo com informações da Secretaria de Estado e Educação (Seduc), em todo o Estado, são 361 escolas em atividade, incluindo as parciais.

De Cuiabá-Sabryna Carvalho (com assessoria)

Mesmo com a continuidade da greve dos profissionais da educação do estado, votada por unanimidade na tarde desta segunda-feira (10), o governo alega que o número de escolas estaduais de Mato Grosso que retornam às aulas tanto de forma integral como parcial aumentaram.

No interior do estado, cidades como Tangará da Serra (a 239 quilômetros de Cuiabá), que conta com 20 escolas, e Sorriso (a 420) com oito unidades escolares, estão com apenas uma unidade parada em cada município. 

De acordo com informações da Secretaria de Estado e Educação (Seduc), em todo o Estado, são 361 escolas em atividade, incluindo as parciais, nas quais um turno ao menos está em funcionamento. Em General Carneiro (442 quilômetros a leste da Capital) as sete escolas estão funcionando na totalidade. A Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda, voltou às atividades nesta segunda-feira (10). As outras seis escolas não aderiram à paralisação. Segundo o diretor Tárcio Pereira Resende, nesta segunda-feira os profissionais da educação, da área administrativa e de apoio voltaram a trabalhar normalmente. "Nesta terça-feira (11) os alunos voltam para estudar. Já estamos agilizando a reposição de aula e, para isso, já entramos em contato com a assessoria pedagógica", frisou.

Tárcio Resende explicou que os professores fizeram uma assembleia na escola para decidir pela volta, pois a unidade escolar depende de alunos e também do transporte escolar para funcionar. "Foi uma decisão correta dos nossos profissionais da educação", assegurou.

Na EE Pindorama, localizada no município de Rondonópolis (a 212 da Capital), o retorno das aulas ocorreu antes. Na quarta-feira (05), os profissionais da educação fizeram uma assembleia na própria escola e optaram pelo retorno às salas.

"Com a decisão de voltar às aulas, no dia seguinte, quinta-feira (06) tivemos a presença dos alunos com o reinício das atividades. Desde o início da paralisação, foi firmado o acordo de fazer uma assembleia e que a decisão da maioria valeria.  Como a maior parte dos profissionais da educação não queria continuar o movimento de paralisação, então, voltamos ao trabalho", explica a secretária escolar Samira Mendes.

Mais escolas retornam: 

Em menos de uma semana, de 25 unidades, o número aumentou para 35 as escolas que funcionam ao menos em um turno em todo o Estado. Da última quarta-feira (05.06) até esta segunda-feira (10.06), mais seis escolas voltaram às atividades. Destas seis, três são de Campo Verde (a 131 quilômetros ao sul de Cuiabá): EE Jupiara, EE Ulisses Guimarães, EE Waldemon Moraes Coelho. A estas, somam-se as EE Alfredo José da Silva (Barra do Bugres - a 168 quilômetros ao médio-norte), EE Maria Miranda Araújo (Colniza - a 1065 quilômetros a noroeste) e EE Luiz Carlos Ceconello (Lucas do Rio Verde - 354 quilômetros ao norte).

Tangará

Em Tangará da Serra, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Antônio Casagrande também retornou às atividades. Com isso, nenhuma das quatro escolas estaduais do município estão paralisadas.

Greve: 

Com 15 dias de greve e sem nenhuma proposta apresentada pelo governo, que atendessem as reivindicações da categoria, os educadores decidiram, na tarde desta última segunda-feira (10), pela continuidade da paralisação.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, explicou a continuidade da greve como a insatisfação da categoria a insuficiência do documento resposta às reivindicações. Conforme esclareceu, o ofício não apresentou um cronograma de reformas das escolas, apenas que fará reforma daquelas elencadas pelo Ministério Público. Ignora a convocação de concursados até mesmo para as vagas abertas pelo edital e não ocupadas. "A greve hoje cobra do governo que cumpra a Constituição e a Lei 510/2013. Os profissionais são penalizados pela política adotada no governo, quando não cumpre o artigo 245 da Constituição Estadual", afirma Valdeir.   

O sindicato também critica a decisão do governo em relação ao corte de ponto "O governo novamente só lê a parte que interessa da Lei. A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre ilegalidade da greve é quando há ilícito. Se existe é por parte do governador Mauro Mendes, que descumpre a Constituição".