3 de Dez. de 2019 às 14:30

Padres são investigados por estupro e assédio contra adolescente em Rondonópolis

A vítima, hoje com 17 anos, conta que manteve um relacionamento com um dos acusados por 4 anos.

Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

Reprodução

A Polícia Judiciária Civil (PJC) abriu um inquérito para apurar uma denúncia de estupro e assédio sexual, envolvendo dois padres identificados como Jhonatha Almeida da Silva e Thiago Silveira Barros e um adolescente de 17 anos, na cidade de Rondonópolis.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela tia do adolescente, no último dia 11 de novembro.

Segundo consta no documento, o menor afirma que manteve um relacionamento por quase 4 anos, com o padre Thiago e que assim que o comunicou sobre o fim do namoro, teria sido estuprado pelo sacerdote.

O menor conta que aos 13 anos, procurou a igreja para se confessar. Na época, ele foi ouvido pelo padre Thiago, que durante a conversa passou a assediá-lo e pedir que o adolescente lhe enviasse “nudes”.

Depois disso, o padre passou a se encontrar com a vítima, levando-o ao shopping para lanchar, como uma forma de conquistá-lo. Algum tempo depois, eles assumiram um relacionamento.

Durante esse “namoro”, a vítima contou que teve relações sexuais com o sacerdote e que inclusive, em uma dessas relações, também teria envolvido outros adolescentes, na época coroinhas da Paróquia São José Operário.

Ainda conforme a denúncia, o menor afirmou que quando tinha 15 anos, o padre Thiago chegou a enviar seu telefone para outro sacerdote apontado como Jhonatha. Com quem a vítima afirmou ter se encontrado da igreja.

Em julho deste ano, a vítima disse ao Padre Thiago que não queria mais se relacionar com ele. Com isso, o adolescente teria sido obrigado a manter relações sexuais com ele. E para evitar que fosse denunciado, o sacerdote teria dado a quantia de R$ 50 para a vítima.

Entre as conversas que tiveram, a vítima contou que Thiago chegou a afirmar que teve outro relacionamento com outro coroinha da igreja, que na época chegou a ameaça-lo, mas que isso não aconteceu pois o sacerdote teria dado um celular para o menor.

Narra ainda o b.o, que a tia da vítima já denunciou o suposto crime ao Bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga Dom Juventino.

A informação é de que os padras já teriam sido transferidos de paróquia.

De acordo com a PJC, as investigações do caso seguem em sigilo, sob o comando da delegada Lígia Silveira, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Rondonópolis

Outro lado

A reportagem tentou contato os padres e com a arquidiocese da cidade, mas nossas ligações não foram atendidas.