13 de Ago. de 2019 às 07:00

TJ concede liberdade a mais três presos em operação e mantem prisão de Arcanjo

Todos os acusados são investigados por esquema do jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Estado.

Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

O desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu o pedido de habeas corpus a três réus do processo proveniente da operação Mantus. Entretanto, ele decidiu por manter a prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

As decisões concedidas na segunda-feira (12), foram estabelecidas levando em conta o pedido de extensão do HC e Giovanni Zem, genro de Arcanjo que foi solto durante sessão de julgamento do dia 7 de agosto, por determinação da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato e Valcenir Nunes Inerio, foram submetidos ao cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e suspensão do passaporte.

Ainda conforme decisão, ao negar o pedido de liberdade de Arcanjo, o desembargador considerou a extensa ficha criminal e o cumprimento de pena por outros delitos.

"Em relação ao peticionante João Arcanjo Ribeiro verifica-se uma longa ficha de antecedentes criminais, inclusive estando cumprindo pena em regime semiaberto", diz trecho de decisão.

A OPERAÇÃO

A operação Mantus deflagrada pela Polícia Civil no dia 29 de maio, investigou dois grupos que, segundo a investigação, disputavam entre si o comando do jogo do bicho em Mato Grosso. No total, 33 pessoas foram presas.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

De acordo com as investigações, uma das organizações a Colibri é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a FMC ELLO é liderada por Frederico Muller Coutinho.

Foi constatado ainda, que havia uma acirrada disputa por território entre as organizações.