15 de Set. de 2017 às 07:00

Para Luiz Fux, existem “veemente indícios” de crimes de Maggi

Ministro autorizou cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços de Blairo Maggi em Brasília e Rondonópolis

Gazeta MT

Sobre a Operação Molebolge da Polícia Federal, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas casas, em Brasília e Rondonópolis, do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi -PP, o ministro do Supremo Tribunal Federal-STF, Luiz Fux, citou "veementes indícios" de crime de organização criminosa e obstrução de Justiça.

Os mandados são parte da Operação Malebolge (que corresponde à 12ª fase da Ararath) e são cumpridos a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PF chegou à residência do ministro, em Brasília, por volta de 7h e alguns policiais deixaram o local pouco depois das 9h, levando um malote com computador.

Segundo o jornal paulista Estadão, na decisão em que autorizou a busca e apreensão em endereços de Blairo Maggi, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que as delações de Silval Barbosa e Silvio Correa revelaram "veementes indícios" de prática dos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa pelo ministro da Agricultura de Michel Temer.

Fux baseia a afirmação sobre os crimes praticados por Maggi em três situações detalhadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no pedido de busca encaminhado ao STF. A primeira delas é o fato de na primeira fase da operação Ararath, em 2013, a Polícia Federal ter encontrado uma série de documentos que implicavam Maggi direta e indiretamente.

Inquérito

Em agosto, Maggi virou alvo de inquérito da Procuradoria Geral da República -PGR. Na ocasião, o procurador-geral Rodrigo Janot classificou Maggi como "líder mais proeminente de organização criminosa". O ministro Luiz Fux, então,  abriu inquérito para investigar Blairo.

Fux determinou a retirada do sigilo da delação de Silval e autorizou a abertura de um inquérito para apurar uma organização criminosa que se instalou na alta cúpula do governo do Mato Grosso, de acordo com o relato de Janot. Em agosto, Fux classificou a delação de Silval como "monstruosa".