10 de Junho de 2019 às 11:43

Prefeito repudia greve dos motorista e ameaça ir à Justiça se atividades não retornarem ainda hoje

A paralização pegou os usuários do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande de surpresa na manhã desta segunda-feira (10).

Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

O prefeito por Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) repudiou a greve dos funcionários do transporte coletivo da Capital e de Várzea Grande e classificou como “ilegal” a paralisação, que teve início nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10).

Os mais de 270 mil usuários do transporte coletivo das duas cidades foram pegos de surpresa esta manhã, pois 100% da frota deixou de rodar na Grande Cuiabá.

De acordo com a categoria, as empresas fizeram um acordo coletivo que previa o pagamento dos salários no quinto dia útil de cada mês. No entanto, segundo os profissionais, o acordo não é cumprido há seis meses.

Por meio de uma nota de repúdio, Pinheiro disse que o movimento é ilegal, uma vez que acontece sem o aviso prévio de 72h estabelecido por lei.

"A Prefeitura repudia a paralisação surpresa dos motoristas. O movimento é ilegal. O transporte público é um serviço essencial e também um direito social. Portanto, 30% da frota deveria ser mantida em circulação”, disse prefeito em trecho de documento.

Pinheiro disse ainda que é de se estranhar o movimento iniciado pela categoria, poucos dias após ele lançar o edital de licitação do transporte coletivo.

Ainda conforme nota, Emanuel determinou que o secretário Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Antenor Figueiredo, se reúna com representantes do sindicato dos Motoristas e das empresas para buscar uma solução para o retorno do transporte coletivo imediatamente.

" Estou indignado com a falta de respeito com a população. Se as atividades do transporte coletivo não forem retomadas hoje, vai tomar providências na Justiça", finalizou Pinheiro em nota.

Leia nota do prefeito na íntegra:

"Sobre a paralisação dos motoristas do transporte coletivo, a Prefeitura de Cuiabá informa que:

- Repudia a paralisação surpresa dos motoristas. O movimento é ilegal, uma vez que acontece sem o aviso prévio de 72h estabelecido por lei;

- O transporte público é um serviço essencial e também um direito social, portanto, 30% da frota deveria ser mantida em circulação;

- O prefeito Emanuel Pinheiro determinou que o secretário Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Antenor Figueiredo, se reúna com representantes do sindicato dos Motoristas e das empresas para buscar uma solução para o retorno do transporte coletivo imediatamente;

- O prefeito também estranha a paralisação neste momento, logo após a o lançamento do edital de licitação do transporte coletivo, procedimento que não era realizado há 17 anos e que vai modernizar o transporte público de Cuiabá.

- Indignado com a falta de respeito com a população, o prefeito Emanuel Pinheiro afirma que se as atividades do transporte coletivo não forem retomadas hoje, vai tomar providências na Justiça."