25 de Junho de 2018 às 15:28

Em Cuiabá, Meirelles diz que MT não pode depender de repasses federais

Comentário foi em resposta a um questionamento feito ao ex-ministro, se Mato Grosso teria sofrido mais com a falta de recursos da União

Gazeta MT

O pré-candidato à presidência da República, Henrique Meirelles (MDB), afirmou na manhã desta segunda-feira (25), durante um evento em Cuiabá, que os estados não podem esperar apenas ajuda do Governo Federal, buscando assim pelo aumento na arrecadação. Porém, reconheceu que a União não teve recursos suficientes para honrar os repasses com os Estados. A reportagem é de Leonardo Heitor, do site FolhaMax.

O comentário foi em resposta a um questionamento feito ao ex-ministro, se Mato Grosso teria sofrido mais com a falta de repasses do Governo Federal, ou se o problema do Estado teria sido falta de gestão, por parte do governador Pedro Taques (PSDB). "O Estado tem que aumentar a arrecadação. Não pode depender só do governo federal. A economia matogrossense crescendo forte e gerando receita tem que ser a fonte principal. E como na casa de qualquer um, é preciso administrar bem o dinheiro, sem comprar coisas erradas, que não são eficientes", disse.

Meirelles comentou que trabalhará para minimizar os efeitos da Lei Kandir, que permite que produtos saiam do estado sem tributação, para serem exportados. Ele, no entanto, afirmou que qualquer tipo de ajuda, como o Fundo de Exportação (FEX) que no último ano resultou em R$ 500 milhões aos cofres matogrossenses, depende antes de mais nada de um aumento de arrecadação. "Temos que compensar o Estado dos efeitos da Lei Kandir, mas para isso, o Governo Federal precisa aumentar a arrecadação, mas isso só acontece com uma economia aquecida. O outro passo é industrializar a produção", pontuou.

Segundo o ex-ministro, a política econômica feita no governo da ex-presidente Dilma Rousseff ocasionou a atual crise econômica. Ele chegou a comparar a administração dela com a de uma família, e disse que o objetivo principal é reaquecer a economia. "Para distribuir dinheiro do cofre, é preciso ter dinheiro no cofre. Quando o cofre está vazio, não dá para distribuir nada. Quando entramos, o governo federal estava gastando muito mais do que arrecadava e todo mês tomava dinheiro no banco, como uma família faz. Corrigimos isso. Temos que resolver o problema do governo federal para que aí sim, ele possa ter condições de fazer mais repasses", completou.