8 de Julho de 2019 às 15:23

Greve pode comprometer rendimento escolar

Gazeta MT

A greve dos profissionais da educação da rede estadual entra na sétima semana e se prolonga por mais de 40 dias. Devido a um impasse nas negociações entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), que depois de inúmeras tentativas de negociações, mediações de deputados estaduais e Tribunal de Justiça, que chegou a realizar uma audiência de conciliação para tentar pôr fim a paralisação, a categoria bate o pé de um lado e Governo é irredutível do outro. Apesar dos professores estarem reivindicando aquilo que é de direito, é a greve ser legítima, até que ponto a paralisação pode "prejudicar" o ano letivo dos alunos? Em meio à indefinição sobre o retorno das aulas na rede pública,  e mesmo com reposição das aulas ao final da greve, o rendimento escolar, principalmente dos alunos que pretendem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já está comprometido, esses estudantes já enfrentam uma forte concorrência e com a paralisação, vão enfrentar dificuldades ainda maiores para chegarem preparados para o Enem.

A solução para muitos é estudar em casa e torcer para que professores e o Executivo olhem também para a sociedade, e assim possam realizar o quanto antes, um acordo para colocar um ponto final nesta longa paralisação da educação.

 Greve

Parte da categoria está de braços cruzados desde o dia 27 de maio. O Executivo já atendeu algumas das reivindicações dos profissionais da educação, entre elas o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano. Outra demanda muito abordada pelo sindicato é em relação a falta de infraestrutura das escolas. A reclamação também será atendida pelo Executivo, que investirá R$ 35 milhões para a melhoria na infraestrutura. Além do pagamento de 1/3 das férias e melhorias nas unidades, o governo investirá R$15,6% milhões para a substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão.

O governo do Estado prevê o investimento de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda neste ano de 2019. O chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017 é mais uma das reivindicações atendidas, que irá contemplar vários municípios do estado. 

 O que está gerando esse grande impasse, e fez com que os professores continuassem de braços cruzados, é a exigência do cumprimento da Lei 510/2013, que assegura a dobra do poder de compra dos salários e pagamento do Reajuste Anual (RGA).

Em todas as tentativas de negociação, o governador Mauro Mendes (DEM), se pronunciou dizendo que no momento não pode atender a essa demanda, pois legalmente está impossibilitado de conceder o aumento da categoria e  a medida infringiria a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que o Estado ultrapassou o limite de 49% da receita, com o pagamento da folha salarial.