11 de Set. de 2018 às 08:11

Depois de Sachetti, Maggi grava vídeo e pede votos para Ezequiel Fonseca

Gazeta MT

Quando o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que se manteria fora das eleições em Mato Grosso neste 2018, pouca gente do ramo político -quase ninguém- acreditou. Estavam certos os céticos. Se por um lado, o ministro cumpre a promessa de terminar a gestão junto ao governo de Michel Temer, por outro, atua forte como puxador de votos aos seus apadrinhados.

O primeiro a contar com a benção foi Adilton Sachetti -PRB. Candidato ao Senado, não decola nem mesmo com o rosto rosado do ministro aparecendo na tela pedindo com todas as letras votos ao compadre. Logo após, defendeu a eleição de Mauro Mendes -DEM ao Governo do Estado. Por último, em novo vídeo, Maggi pediu votos para o líder de seu partido no Estado, o deputado federal Ezequiel Fonseca.

Curiosamente, com exceção de Mauro Mendes, o efeito Maggi parece não surtir tanto efeito quanto outrora. Maggi foi alvo de operações da política federal, teve buscas e apreensões realizadas em sua residência, segue como ministro de um governo, em seu todo, ilegítimo, impopular e improdutivo. Como Temer, todos os seus sofreram desgastes.

Sob esta ótica, perdera sua força de cabo eleitoral o ministro? As urnas vão dizer. Num primeiro momento, a lição que se tira é que a política mudou. Infelizmente para os apadrinhados, rostos rosados podem não ser o bastante para fazer a cabeça do eleitor.