13 de Ago. de 2019 às 08:14

Na Lava Jato e com esposa envolvida em morte de criança, Adilton vê prestígio político diminuir

Gazeta MT

O ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PRB) não vive seus melhores momentos, ao menos na política. Investigado por uma das ramificações da Operação Lava Jato, por supostamente ter recebido propina disfarçada de doação eleitoral da Cervejaria Petrópolis, ele agora vê seu nome envolvido em um acidente que culminou na morte de uma criança de 3 anos, provocada por sua nova esposa, Lidiane Campos, depois de furar uma preferencial e atropelar três pessoas em uma moto.

Candidatíssimo à prefeito de Rondonópolis, cidade que já administrou entre os anos de 2005 a 2008, e cotado como um dos nomes fortes para o páreo, ele vê suas chances minguarem diante dos escândalos. Ainda não é possível medir o tamanho do estrago que os novos fatos causarão em sua trajetória política, e nem qual será o alcance e resultado das investigações abertas contra ele, mas que Sachetti já teve vida mais fácil na política, isso é inegável.

Ainda está repercutindo muito, e mal, o fato de Lidiane Campos ter atropelado, matado e fugido sem prestar socorro a uma criança de apenas 3 anos em pleno Dia dos Pais, data muito simbólica e que envolve o emocional das pessoas. Pior ainda está sendo a repercussão da linha adotada pela defesa da esposa de Sachetti, que é de colocar a culpa pela tragédia na criança morta e em seu pai, pois a mesma poderia não estar usando capacete no momento do acidente que a vitimou. Só gente muito fria e covarde pensaria em adotar uma linha de defesa como essa, que coloca a vítima no lugar de algoz e vice-versa, sem demonstrar nenhum respeito pela dor de quem perdeu um filho na tragédia.

Como o Buxixo costuma dizer, muita água ainda vai correr por debaixo dessa ponte, mas dificilmente o ex-prefeito conseguirá recuperar a sua imagem e o prestígio político de antes.