10 de Jan. de 2019 às 15:51

Prefeitura de Rondonópolis emite nota oficial sobre contrato com empresa investigada

MPE abriu processo contra prestadora de serviços alvo da segunda fase da Operação Sangria, da Defaz

De Rondonópolis - Robson Morais

Em nota, a Prefeitura de Rondonópolis emitiu seu posicionamento oficial sobre a mais recente investigação aberta pelo Ministério Público do Estado -MPE no município. O processo pertence á segunda fase da Operação Sangria, que investiga suposta fraudes em contratos junto a empresas da área da Saúde.  A primeira fase foi deflagrada no início de dezembro na capital do Estado.

A reportagem do GazetaMT publicou o caso hoje, 10, pela manhã. Procurado pela reportagem, o procurador geral do município, Anderson Flávio de Godoi, informou que até aquele momento a Prefeitura não havia sido notificada pelo MPE. A nota de esclarecimento foi emitida á imprensa agora a tarde.

No documento, a Prefeitura de Rondonópolis informa que o contrato mantido com prestadora de serviço Qualycare Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA, investigada pela justiça, não foi utilizado em nenhum momento pela atual gestão. A parceria "foi firmada no dia 24 de junho de 2016 ainda no governo anterior e se expirou em 24 de junho de 2017. Apesar de ter findado na atual gestão, o contrato não foi utilizado em nenhum momento pela atual equipe e o mesmo não foi renovado pela gestão", frisa.

A Qualycare foi contratada na época para a prestação de serviços de transporte de UTI terrestre e atender os pacientes usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) durante transferências hospitalares entre hospitais de referência no Estado.

Entenda

A empresa Qualycare Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar Ltda, está na mira do Ministério Público do Estado -MPE, alvo da segunda fase da Operação Sangria, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública -Defaz. Por meio de contrato firmado, ela presta serviços para a Prefeitura do município.

O MP, por meio do promotor Wagner Antonio Camilo, justificou a abertura do procedimento citando a possibilidade de que as fraudes constatadas pela Defaz em contratos com o Estado e com a Prefeitura de Cuiabá também tenham ocorrido em Rondonópolis. Ao todo, três empresas são investigadas por supostas fraudes em contratos ligados à Saúde.

As empresas são ligadas ao empresário Huark Douglas Correia, ex-secretário de Saúde na capital do Estado. Segundo as investigações, ele teria firmado contratos da ordem de R$ 10 milhões com a prefeitura de Cuiabá em período em que era representante da ProClin. Além disso, entre 2011 e 2018, as três empresas receberam R$ 82 milhões em contratos com o governo, de acordo com um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE).

O promotor pediu á Controladoria Geral do Estado -CGE, que apresente um relatório do caso, como parâmetro para a condução das investigações também em Rondonópolis.