28 de Nov. de 2017 às 13:58

Fagundes aparece na lista dos que mais gastam com combustível e jatinho particular

Levantamento foi publicado na edição desta terça-feira de O Estado de São Paulo

Gazeta MT

Levantamento feito pelo Estadão/Broadcast mostra que os gastos dos senadores aumentaram os gastos com jatinhos nos últimos três anos. Mesmo com direito a uma cota de passagens aéreas por mês, boa parte usa a verba parlamentar para pagar combustível de aviação e fretamento de jatos particulares. De janeiro a outubro deste ano, 14 senadores gastaram R$ 771,6 mil com esse tipo de despesa.

No mesmo período, também usaram R$ 896,1 mil para comprar passagens com voos comerciais. Entre os parlamentares, aparece na lista o nome do senador Wellington Fagundes, o único mato-grossense. Entre 2015, 2016 e 2017, ele gastou R$ 88,6 mil com combustível de aviação e R$ 183,1 mil com passagens aéreas.

O senador, porém, que alegou através de sua assessoria que costuma ir de Rondonópolis até Barra do Garças, seu reduto eleitoral, e depois segue para Brasília, é um dos que menos gastam entre os que fazem uso deste tipo de expediente. Fagundes disse que só utiliza avião particular quando está "na correria" ou com "muita pressa".

O recordista em combustível é Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 653,4 mil e o rei das passagens aéreas é Paulo Rocha (PT-PA), com R$ 446,8 mil.

O ato da Mesa Diretora do Senado que regula a cota parlamentar estabelece que "o valor da verba de transporte aéreo dos senadores corresponde a 5 (cinco) trechos, ida e volta, da capital do Estado de origem a Brasília, conforme Tabela IATA de tarifa governamental". Há outros artigos mais genéricos para a verba indenizatória destinados à "locação de meios de transporte", "serviços de táxi" e "combustíveis e lubrificantes" que abrem brechas para a utilização de serviços sem limites financeiros específicos.

Segundo a chefia de gabinete da primeira-secretaria do Senado, o controle de ressarcimento de despesas pela cota de atividade parlamentar é feito sistematicamente pelos técnicos da Casa e "despesas que não atendem às finalidades e requisitos exigidos são glosadas". O Senado não é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos.

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