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Vereadores, sindicato e promotoria se reunem para discutir concurso público
A reunião ficou acertada após a votação do projeto de Lei que cria os cargos ter sido adiada ontem, 31, pelos vereadores
01 de Novembro de 2012, 12h28
Uma comissão formada por vereadores, Ministério Público, representantes da prefeitura e dos servidores municipais se reuniu durante a manhã dessa quinta-feira, 1, para discutir detalhes do projeto de Lei nº 382/2012, de autoria do Executivo, que regulamenta quais serão e quantos serão os cargos ofertados no concurso público que o prefeito Ananias Filho (PR) pretende fazer até o final do ano.
A reunião ficou acertada após a votação do projeto ter sido adiada ontem, 31, pelos vereadores, que entenderam serem necessárias mais discussões sobre oa assunto, principalmente envolvendo representantes dos ervidores.
A promotora pública Ivonete Bernardes, que defende a realização imediata do concurso, argumentou que a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 17 de setembro deste ano, que determinava a realização do dito concurso num prazo máximo de 90 dias. "Esse foi um ultimato dado para a prefeitura e o prazo tem que ser cumprido e se os vereadores dificultarem, não aprovarem o projeto, corre o risco de a culpa pelo não cumprimento do TAC cair em cima deles", alertou.
Já o representante do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur), Vilmondes Aprígio da Luz, defendeu adequações no projeto, onde enxergou incoerências e omissões na descrição de exigências para investidura nos cargos disponibilizados no concurso. "Nós defendemos que o concurso seja realizado de imediato, só que ele tem que ser feito de forma que depois não seja anulado futuramente. Toda essa situação se deve à omissão do poder público e vamos acompanhar, pois temos a obrigação de representar o interesse dos servidores", explicou.
O Reginaldo de Souza Santos (PPS) é outro defensor do concurso, mas cobra atenção da sociedade para a forma como está sendo preparado. "A decisão do TJ que anula as contratações temporárias foi emitida em abril desse ano. Mas só agora, em novembro, a prefeitura dá início às discussões sobre o concurso e eu entendo que poderíamos ter começado isso antes, para podermos ter mais qualidade de discussão e tempo para fazê-lo. Agora temos dois meses para aprovar a criação dos cargos que serão disponibilizados em duas votações, depois temos que aprovar da mesma forma a autorização do concurso, depois vem todo o certame licitatório, lançamento de edital, prazo de inscrições, prazo para que as pessoas possam recorrer contr algum ponto que não concordam e depois as provas ainda. Tudo isso em muito pouco tempo", opinou.
Depois de muita discussão, com alguns momentos mais tensos, ficou decidido que a comissão passará a tarde de hoje reunida para realizar as adequações no texto do projeto, que deverá ir à votação em uma Sessão Extraordinária no próximo sábado, 3.
"Estou contente om o resultado, o posicionamento do sindicato foi excelente, ajudou muito para a legalidade do processo e sinto que daqui para frente vai dar certo. O que o MP mais perza é a legalidade, que acabe o apadrinhamento nos crgos públicos, que se cumpra a Consituição e que a sociedade seja bem servida por funcionários adequados e competentes", finalizou a promotora Ivonete Bernardes.
O projeto apresentado pela Prefeitura prevê a abertura de 1.025 vagas, com outras 1.025 para o cadastro reserva.