Prefeitos têm dificuldades para fechar contas e já recebem pressões de credores
01 de Novembro de 2012, 02h22
O fim do ano está chegando e aumentam as pressões sobre os prefeitos, em especial sobre aqueles que foram derrotados nas urnas e terão de entregar os cargos para adversários em janeiro.
Sem a possibilidade de promoverem arranjos contábeis, muitos se desdobram em cálculos e medidas radicais para equacionar as contas e evitar problemas futuros com a Lei de Responsabilidade Fiscal - que, entre outras coisas, proíbem os gestores de deixarem débitos aos sucessores.
A coluna ouviu dizer que aqui em Mato Grosso a situação tem deixado muitos prefeitos sem dormir. Mesmo demitindo centenas de funcionários, cancelando empenhos e paralisando obras, eles sabem que não vão conseguir pagar as contas e entregar a 'casa em ordem'.
Além de problemas futuros com a Justiça, estes gestores tem também problemas presentes com credores. Muitos já enfrentam a reação de comerciantes, empreiteiros e outros fornecedores que podem 'quebrar' por causa das dívidas não pagas.
Não custa lembrar que, pela lei, o futuro prefeito não tem responsabilidade sobre as dívidas de curto prazo. Quem não receber até dezembro ficará a 'ver navios'.
Pelo visto teremos muitas histórias para contar quando janeiro chegar...