Escambo
Vaga no TCE vira moeda de troca para eleição da mesa da ALMT
01 de Dezembro de 2014, 07h14
Dizem que o deputado estadual José Domingos, reeleito neste ano pelo PSD, já estuda desistir do mandato. O nome dele é cotado para ocupar a vaga que deve ser aberta no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) com a renúncia do conselheiro Humberto Bosaipo.
O grupo político que hoje comanda o Estado, e que será maioria na próxima composição da Assembleia Legislativa, avalia que a indicação de Domingos resolveria dois problemas considerados essenciais para eles: a vitória na disputa pela Mesa Diretora do legislativo e a abertura de uma vaga para o suplente Gilmar Fabris (Dem).
Como titular, Gilmar mantém o foro privilegiado nos processos que responde no Judiciário e pode assegurar a vitória do deputado estadual Mauro Savi (PR) na disputa pela presidência da Assembleia. Savi não conseguiu convencer Domingos a apoiá-lo.
O sucesso do arranjo ainda depende de muitas variantes. Mas a simples forma como o assunto é tratado já fortalece os argumentos daqueles que contestam a necessidade de um órgão como o TCE.
Para os opositores, a falta de critérios na escolha dos conselheiros invalida a atuação do Tribunal. Eles avaliam que, diante da situação, melhor seria destinar as centenas de milhões gastos lá anualmente para investimentos que de fato melhorassem a gestão e a qualidade dos serviços públicos no Estado.
Faz sentido...