BALANÇO

Do novo mandato, 30 dias se passaram. E?...

por GazetaMT

01 de Fevereiro de 2017, 16h25

Do novo mandato, 30 dias se passaram. E?...
Do novo mandato, 30 dias se passaram. E?...

Contados a partir da tomada de posse, exatos 31 dias se passaram com José Carlos do Pátio (SD) como novo prefeito de Rondonópolis. Parece pouco tempo, mas, acredite, muita coisa já aconteceu. As primeiras "duplicatas", brincam os autores de Buxixo, começaram a vencer. A pilha só aumenta.

Nesta sessão da coluna, recapitulamos alguns dos principais episódios.

O peregrino

Zé começou bem. Mesmo antes de empossado prefeito, iniciou o que Buxixo chamou desde o início de "peregrinação" em busca de apoios políticos. Costurou junto aos aliados e foi além, batendo na porta até de antigos e tradicionais opositores. De Cuiabá a Brasília, gastou a sola do sapato tamanho 40.

A intenta deu resultado. Zé firmou importantes laços junto a nomes nas variadas esferas do Poder. A filosofia do "partido Rondonópolis" a todo vapor, tendo a cidade, como sempre frisou Zé, acima dos interesses pessoais e tão quanto individualmente políticos.

Pedra no sapato

Nem tudo são flores, entretanto... Já no primeiro dia como prefeito, mal tomada a posse, Zé já tomou a primeira pedrada. Grupo de vereadores manobristas tramaram pra cima do prefeito eleito formando o bloco vencedor do pleito que elegeu a nova Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores.

Liderados pelo tucano Rodrigo da Zaeli (PSDB), a casa se virou contra Zé. Negociável, a oposição serviu como garantia para pleitear a manutenção de cargos de confiança dentro do governo. Zé havia prometido cortar ao menos 30% dos apadrinhados, e todo mundo passou a mendigar pão próprio. Ainda neste tópico Buxixo manda lembranças ao vereador Beto do Amendoim, pois nosso leitor há de lembrar a espessura de seu papelão.

Secretariado

Junto aos cargos exigidos pelo grupo dos onze havia o secretariado a ser definido pelo novo gestor. Desde o início de dezembro, Zé fazia suspense, enquanto discretamente articulava e pedia orientação das cúpulas partidárias para indicar nomes.

Demorou, mas indicou. Já de cara, perdera o escolhido para a Saúde. Outros também trouxeram problemas. Por fim, ficou definida uma equipe que ainda, após 31 dias, não mostrou a que veio. Destaque neste tópico, além das vaciladas do prefeito, aos nomes herdados de prefeitos passados. Gestão nova com o refugo das velhas.

Paliativos

Na Coder e Sanear, prestadoras dos serviços que o "povo vê' (e o Ministério Público também), reparos paliativos no asfalto e modernização ainda não concluída do sistema agora informatizado. Zé autorizou a operação tapa-buraco, que mal chegou e já foi por água abaixo, literalmente. Serviço mal feito a chuva leva, é assim que funciona. Ou melhor, não funciona.

Concursados

Nada, porém, pegou tão mal ao novo prefeito quanto a novela dos concursados, aprovados  em 2016 em concurso realizado ainda nos tempos do ex-prefeito Percival Muniz(PPS). O ex convocou, Zé cancelou, bateu o pé, brigou com a câmara... caiu no desgosto e no protesto dos aprovados.

Em especial os aprovados da Saúde, iniciando as memórias a partir da decisão da Câmara dos Vereadores que impediu a terceirização, no valor de R$38,4 mi por até dois anos, dos serviços essenciais graças a convênio com o Consórcio Regional de Saúde. A intenta foi reduzida em tempo e preço: contratação por no máximo 90 dias com orçamento beirando os R$5mi.

Zé perdeu, mas não parou. Já havia cancelado o edital de convocação de todos os aprovados alegando irregularidades, tomou rebote do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, voltando a Saúde, atropelou a decisão dos vereadores sobre os 90 dias.

Sem respeitar a decisão, o prefeito achou um 'jeitinho' para contratar ao seu bel prazer servidores para atuarem na Saúde, por meio da contratação da Cooperativa de Trabalho Vale do Teles Pires, de Sorriso. Concursado que é bom, não chamou ninguém.  Zé cancelou convocação mesmo após a pedrada do TJ.

Atualmente a briga entre Zé e os concursados da Saúde está na Justiça, sem previsão de acabar.

...

Bom balanço?... O leitor é quem decide.