CURTO E GROSSO
Taques volta a conter birra por cargos: “precisa ter voto”
01 de Fevereiro de 2017, 08h30
Poucos modos políticos tem o governador Pedro Taques (PSDB). Para muitos eleitos tal característica seria um fardo, mas não para o chefe do Poder estadual. A cada nova "patada" conquista mais aliados.
A última ocorreu nesta semana e pôs fim ao falatório dos partidos que seguem de bico feito por conta da nomeação dos novos secretários junto à equipe do governo. Sem cerimônia e na frente de boa parte da classe, soltou o verbo. "Quem quiser nomear ou demitir secretário precisa ter voto para governar Mato Grosso". Dito e ponto.
Cara de Taques. Sem rodeio. Não houve quem se atrevesse a meter bedelho. Há duas semanas, o governador já havia mostrado os dentes contra as críticas às nomeações. "Quem decide sobre cargo de secretários é o governador do Estado. Não decido tendo em conta indicações partidárias, mas sim a competência, a honestidade e o trabalho desse que será indicado".
Enquanto isso, os birrentos partidos se digladiam em busca de espaço. O PSB negou ter pedido onze cargos, mas pediu. O PSD segue alinhado, e não seria agora a hora de falar grosso, insatisfeito, porém, em "repartir' o chefe é sabido. PP atua com carta Blairo Maggi na manga, ministro que pode fazer palanque em 2018. PSC não tem nada, mas também atua enchendo o saco.
Na segunda metade da gestão como governador, Taques já mostra um novo jeito de conduzir os trabalhos. De 2014 pra cá apagou incêndio, herdou do ex-governador/presidiário Silval Barbosa um legado nada amistoso e atravessou o momento de crise que quebrou Estados Brasil afora, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Passada a tormenta, são novos tempos.
E quanto a birra dos partidos? Talvez não funcione mesmo com este pouco político governador.