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Prefeitura contrata Cooperativa para ‘suprir’ vagas na Saúde

Enquanto isso os aprovados no concurso ficam à espera das nomeações

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01 de Fevereiro de 2017, 18h42

Prefeitura contrata Cooperativa para ‘suprir’ vagas na Saúde
Prefeitura contrata Cooperativa para ‘suprir’ vagas na Saúde

Durante a reunião da ordem do dia, na Câmara de Vereadores na tarde de terça-feira, 31, o então coordenador da equipe de transição e hoje secretário de Habitação, Paulo José Correia e a secretária de Governo Mara Gleibe, anunciaram aos parlamentares que estão sendo feitos contratos para preencher vagas na Saúde.

Na verdade os vereadores ficaram sabendo que a prefeitura aderiu à Ata de licitação para contratar a cooperativa, por meio da Lei nº 8666, que trata também das licitações públicas. "A questão é que nós, vereadores, só ficamos sabendo da existência da Cooperativa Vale do Teles Pires, de Sorriso, por meio da imprensa ainda no início da semana e ontem quando recebemos a notícia da secretária. Até agora não temos mais nada de informações", disse o presidente da Casa Rodrigo da Zaeli.

Presidente da Casa disse que já solicitou informações sobre a legalidade. Foto Luan Dourado/ GazetaMTO presidente Zaeli disse ainda que já solicitou ao procurador jurídico da Câmara que faça as devidas investigações. "Queremos saber quanto vai custar esse possível contrato com a Cooperativa; quantas pessoas estão sendo contratadas via Cooperativa, onde serão lotadas. Nos parece mais uma forma de ludibriar o Poder Legislativo, acima de tudo, os aprovados no concurso".

Como foi informado aos vereadores na tarde de segunda-feira que o contrato estava oficialmente firmado pela prefeitura com a Cooperativa e que tudo estaria legal, a reportagem foi ao departamento de Contratos da prefeitura, onde constatamos que não existe nenhum documento que firma contrato com a Coopervale - ou Cooperativa Vale do Teles Pires.

"Nosso departamento jurídico vai buscar as informações necessárias para constatar a legalidade dessas contratações, que ao que sabemos estão sendo realizadas em uma sala na Unidade de Pronto Atendimento - UPA, sem muita divulgação. Caso o prefeito tenha a prerrogativa de fazer este tipo de contrato, aceitaremos, caso contrário estaremos cumprindo nosso papel de fiscalizadores", finalizou Zaeli.