LOROTA
As mentiras de Zé do Pátio e os repasses do Estado
01 de Fevereiro de 2019, 10h05
Que prefeito de Rondonópolis é um político esperto, ninguém duvida. Esta coluna também não, é claro. Impressiona, porém, a capacidade do gestor em ultrapassar limites. Nesta semana, um caso típico.
Não é a primeira vez que Zé do Pátio utiliza a mansa imprensa local para botar pressão e puxar uma brasa para sua sardinha. Sempre quando tem bomba, convoca entrevista coletiva e anuncia os mais generosos milagres. Pura lorota.
O mais recente caso aconteceu nesta semana. Pátio fez alarde e anunciou que adiantaria à Santa Casa do município repasse na ordem de R$ 1 milhão. Na versão do prefeito: o município estava preocupado com a possibilidade de fechamento do hospital e por isso se empenhou em ajudar.
Porém, eis a verdade dos fatos, apresentada à coluna por profissionais da Santa Casa, com direito a comprovantes e demais documentos:
Pouco antes da tal entrevista coletiva, Pátio havia sido chamado pelos profissionais da Santa Casa. O motivo da reunião era simples: havia um recurso do Estado, do FEF, na ordem de R$ 1,5 milhão, na conta do município e o depósito havia sido feito em 16 de janeiro. Por que diabos a Prefeitura não havia repassado este dinheiro, então, à Santa Casa? Era o que queriam saber os profissionais.
Não era primeira vez - certamente não será a última- que Pátio fazia seu jogo. Segurando recurso do Estado, se dizendo o parceiro na luta pela Saúde, doando recurso do município, etc, etc. Tudo mentira. O que ele estava fazendo era deixar de repassar um recurso já em caixa para barganhar no mais baixo nível moral.
De volta à história, pressionado pelos profissionais da Santa Casa, Pátio, então, convocou a imprensa e deu sua versão dos fatos. Falando com os jornalistas, o prefeito nadou de braçada. Deu a tal entrevista do jeito que quis.
Na ocasião, a imprensa não o questionou. Publicaram os veículos a versão única do prefeito. Somente após a repercussão do caso é que os profissionais da Santa Casa se deram conta de que o melhor era contrapor e botar, como se diz, a boca no trombone.
Com os documentos em mãos, derrubaram a casa de Pátio, que, a propósito, continua dizendo aos quatro ventos que adiantou recurso para o hospital sob a égide de gestor preocupado.
Jeito Zé do Pátio de fazer política!
Sem mais.