BRIGA NO SENADO
2018 está tão perto que em Rondonópolis já tem gente ensaiando a corrida
01 de Março de 2016, 09h01
De janeiro a março deste ano, o senador José Medeiros (PPS - mesmo partido do prefeito Percival Muniz), já fez entre três a cinco visitas públicas ao nosso município. Se reuniu com moradores na sede da Unisal, na região Salmen, e não parou mais. O último encontro foi durante a audiência pública sobre a duplicação da BR-364. Revelou-se, ali, o quanto estavam àquela altura incomodados, seus concorrentes. A começar por Wellington Fagundes (PR).
O republicano se mantinha com um olho no peixe e outro no gato, observando e não gostando nem um pouco da intimidade do rival. Medeiros ocupando espaço e Fagundes, em Brasília, articulando para defender seu lado. Vez ou outra, envia assessores cabideiros para xeretar o evento alheio. Na última tentativa quase conseguiu barraco. Fato velho, não vamos nos aprofundar, mas serve de refresco para a memória.
No auditório da Câmara dos Vereadores, durante audiência pública encabeçada por Medeiros para discutir a duplicação da BR-364, o assessor de Fagundes e ex-secretário do Estado, José Márcio Guedes, tomou a palavra em nome no republicano. Esquentou os nervos da população, foi vaiado e por pouco não precisou sair escondido pela porta dos fundos. Fagundes não comentou o ocorrido.
Certo que o republicano, há tempos, vem perdendo a "moral" junto à população rondonopolitana, e está preocupado. Quando eleito ao Senado em 2014, não pôde contar com a ajuda amiga desta cidade. Levou, bem como se diz, uma surra do concorrente escolhido a toque de caixa pela oposição: o atual vice-prefeito Rogério Salles (PSDB).
Fagundes é esperto, sabe fazer política. Medeiros continua caminhando e conquistando território. O Buxixo adianta: a disputa entre estes dois promete ser das melhores daqui a dois anos.
Não nos esqueçamos, claro, do terceiro nome: Blairo Maggi (PR). Desistiu do PMDB, permaneceu no PR e dá sinais de que tentará novamente o senado em 2018. Briga por uma eleição a governador, neste momento, soa utópica. E o mesmo pode se dizer dos demais. Afinal, quem peitaria Pedro Taques (PDT)? O Buxixo só acredita vendo.