SITUAÇÃO PREOCUPANTE

Famílias alojadas em quadra de esportes improvisam banheiro e fogão pra sobreviverem

“Usamos o banheiro apenas para tomar banho, para as demais necessidades precisamos nos virar, isso é constrangedor”, afirma moradora

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01 de Março de 2016, 09h44

Famílias alojadas em quadra de esportes improvisam banheiro e fogão pra sobreviverem
Famílias alojadas em quadra de esportes improvisam banheiro e fogão pra sobreviverem

13 famílias ainda permanecem alojadas em uma quadra de esportes no bairro Nossa Senhora do Amparo, em Rondonópolis.  A informação foi repassada pelas próprias pessoas que vivem no local há 46 dias, após um processo de reintegração de posse de uma área, localizada ao lado do Anel Viário, conhecida como "Comunidade Padre Miguel", realizada no dia 13 de janeiro de 2016.Site GazetaMT visita famílias alojadas em quadra de esportes. Foto: Wagner Montanari/GazetaMT

Na última sexta-feira (26), um funcionário da secretaria Municipal de Habitação esteve no local para entregar uma notificação extrajudicial, pedindo a desocupação da quadra. No total, 40 famílias foram retiradas da área durante o processo de reintegração de posse. Na manhã desta terça-feira (01), a equipe do site GazetaMT esteve no local e confirmou que as famílias permanecem na quadra, pois afirmam não terem para onde ir.Barracas estão espalhadas na quadra. Foto: Wagner Montanari/GazetaMT

Para Bethânia de Sousa, 25 anos, mãe de cinco filhos, a situação está precária. "Até alimentos estamos pedindo para os vizinhos próximos a quadra. Somente na minha barraca moram oito famílias."

Ocupantes da quadra tentam manter o local limpo. Foto: Wagner Montanari/GazetaMTEnquanto não conseguem encontrar um lugar para deixar a quadra, os moradores estão improvisando. O fogão foi adaptado em cima de um carrinho de mão, usado para construção civil, e o banheiro fica próximo a pia de lavar louças.

"Nós tentamos ao máximo deixar tudo isso aqui limpo. Mas são muitas pessoas. Usamos o banheiro apenas para tomar banho, para as demais necessidades fisiológicas precisamos nos virar, isso é constrangedor", afirma Neuza Elias dos Santos.