PODE DEMORAR
Projeto da Universidade Federal de Rondonópolis está na Câmara Federal
Senador Wellington Fagundes disse que a UFR pode ser criada este ano ou até 2018
01 de Março de 2017, 16h48
Em visita de cortesia à Câmara de Vereadores na tarde desta quarta-feira, 01, o senador Wellington Fagundes comentou sobre a situação da Universidade Federal de Rondonópolis - UFR. Segundo o senador hoje o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. "Não sabemos como está o andamento, mas acredito que tão logo seja apreciado e votado, passe para o Senado. Aí, como é um dos programas de extensão universitária que não demanda muito recurso, provavelmente seja aprovado".
O senador ressaltou ainda que a situação do País não permite que se faça novos grandes investimentos, mas o projeto da UFR já foi aprovado inclusive pelos Ministérios de Educação e do Planejamento.
Mesmo assim, o senador pondera que os trâmites podem ser lentos e a efetivação da criação da UFR pode demorar este ano inteiro e mais 2018.
EMENDAS
Com relação às emendas que acabaram rendendo R$ 10 milhões para Rondonópolis ainda no início deste ano, Fagundes disse que fica a critério do prefeito Zé Carlos do Pátio a aplicação. "A cidade tem muitas necessidades principalmente na área de infraestrutura urbana. Além disso os setores de Habitação e Saúde sofrem com a falta de recursos".
Com a crise na Saúde com relação a falta de repasses dos recursos do Estado para a Santa Casa de Misericórdia e Maternidade e a paralisação dos serviços de média complexidade por parte do Hospital Regional, o setor precisa de atenção especial. "Temos que considerar que é um setor carente, já que a cidade tem um curso de medicina em andamento e não tem estrutura para a formação desses universitários", ponderou o senador
TRAVESSIA URBANA
As obras de duplicação das BRs 163 e 364, incluindo a travessia urbana, é que preocupam pela demora e pelas constantes paralisações. O senador disse que os representantes da região no Congresso Nacional cobram celeridade na conclusão dos projetos.
A travessia urbana, entre o Trevão e a Polícia Rodoviária Federal só está recebendo manutenção. Outros trechos, como de Campo Grande a Rondonópolis só faltam 2,3 km de duplicação, a cargo da empreiteira Odebrecht, teve corte de recursos pelo BNDES, em função do envolvimento da empresa na Lava Jato.
"Já a BR 364, entre Rondonópolis e Cuiabá o imbróglio é grande. Até Jaciara a segunda empresa que assumiu entrou em recuperação judicial mas retomou a obra com uma empresa parceira, em ritmo lento. De Jaciara à Serra de São Vicente é outra empresa responsável e que enfrenta problemas de desapropriação no perímetro urbano do trajeto, dentro da cidade de Jaciara. E de lá até Cuiabá, a obra está sendo transferida para outra empresa, o que deve atrasar mais ainda a conclusão", explicou o senador,
Essas obras vêm se tornando simplesmente sonhos para a população do trecho e, principalmente para os empresários de produção e transporte do setor agropecuária.