Saúde
Projeto de lei quer que academias divulguem malefícios dos esteróides e anabolizantes
01 de Junho de 2015, 10h45
Um projeto de lei que tramita atualmente no Senado quer obrigar as academias, clubes e similares a afixarem mensagens de advertência, em locais bem visíveis, contra o uso indiscriminado dos esteroides e anabolizantes. Esses produtos, uados pela primeira vez durante a 2ª Guerra Mundial para aumentar a força e a agressividade de soldados alemães, podem oferecer riscos à saúde das pessoas que fizerem uso dos mesmos, podendo levar até à morte.
Um projeto de lei semelhante já existe no estado e prevê punições, como o pagamento de multas diárias, para as academias e similares que não obedecerem com a lei.
Os esteróides, que são compostos tetracíclicos de alta massa molecular, cujo mais comum de todos é o colesterol, é encontrado em gorduras animais e são usados para ganho de massa muscular, mas tem como efeitos colaterais a atrofia dos testículos, impotência, hipercolesterolemia, o crescimento das mamas e câncer do fígado. Nas mulheres provoca o aumento da masculinidade, formação de grande quantidade de pelos pelo corpo, agravamento da voz e irregularidades menstruais.
Já os anabolizantes são hormônios sintéticos fabricados à base do hormônio sexual masculino, a testosterona, e são comumente utilizados para aumento no tamanho dos músculos, força física e resistência. Seu uso indiscriminado acarreta sérias consequências, como o aumento dos pelos sobre o corpo e rosto, acne, queda de cabelo, engrossamento da voz, irregularidade nos ciclos menstruais, disfunções testiculares, como redução na produção de esperma; alterações comportamentais e de humor, impotência sexual, hipertensão, ataques cardíacos. Nos homens ainda observamos o desenvolvimento dos seios.
Como se pode ver, motivos é que não faltam para os produtos serem proibidos e ter sua circulação restrita, mas pessoas desinformadas e excessivamente preocupadas com a aparência pessoal ainda fazem uso do produto, colocando suas vidas em risco.
O Buxixo entente que já está mais do que na hora das autoridades políticas e de saúde pública se preocuparem mais com essa situação e agir com mais firmeza no combate e na fiscalização do comércio desses produtos.
Vamos acompanhar...