ATENÇÃO
Soro contra picada de serpente continua em falta; prevenção é necessária
A orientação é utilizar botas e calças e para quem está trabalhando nas áreas de maior incidência a adoção de luvas de couro
01 de Junho de 2016, 16h29
O Ministério da Saúde ainda não regularizou os repasses de soro antiofídico para os municípios e Rondonópolis alerta que conta atualmente com apenas seis doses de soro antibotrópico, utilizado contra a picada de serpente. Como os casos de acidentes com serpentes têm sido frequentes, a equipe do Departamento de Atenção à Saúde pede que a população tome cuidados extras.
Somente neste ano, 31 pessoas foram picadas por serpentes em Rondonópolis, três no último mês de maio. "Quando não temos o soro acionamos o sistema estadual ou nacional em busca de soro, mas o ideal é que cuidados sejam tomados para que se evite o acidente", explicou o gerente do Departamento de Atenção à Saúde do Município, Edgar Prates.
A situação de Rondonópolis não é diferente de outros municípios do Brasil, que também estão sofrendo com a falta do soro, mas requer atenção redobrada pelo elevado número de casos de picadas de serpente. "Até temos o soro para a cobra coral e a cascavel, mas para a serpente está em falta", destacou Edgar.
O problema também está sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que requisitou informações sobre a deficiência nos repasses do soro ao Município nesta última semana.
Prevenção
A equipe da Secretaria Municipal de Saúde solicita à população de Rondonópolis que adote alguns cuidados, principalmente, quando estiverem em áreas de maior incidência de serpentes, como quando estão a trabalho ou lazer em matas, pescarias e cachoeiras.
A orientação é utilizar botas e calças e para quem está trabalhando nas áreas de maior incidência a adoção de luvas de couro também é recomendada.