COMBATE AO CRIME
Fórum de Combate à Pirataria sugere frente de trabalho em Mato Grosso
Além das ações do Gefron e Delegacia do Consumidor, Governo pode criar novo núcleo de combate à pirataria
01 de Junho de 2016, 06h41
O secretário do Gabinete de Governo de Mato Grosso, José Arlindo de Oliveira, recebeu o presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Vismona, que veio ao Estado para propor, oficialmente, uma parceria para ações de combate à pirataria. A reunião também contou com a presença do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Leonardo de Campos, e o secretário-adjunto de Segurança Pública do Estado, Gustavo Garcia.
De acordo com Vismona, este tipo de crime faz parte de um ciclo maior, que se apropria do patrimônio dos brasileiros. "Muitas pessoas não percebem a abrangência que este tipo de crime tem, mas ele é parte de uma rede de crimes muito maior, inclusive o narcotráfico. Como Mato Grosso tem a maior fronteira no Brasil, propusemos essa parceria para expandir nossas ações de combate", explicou.
O secretário adjunto de Segurança, Gustavo Garcia, falou sobre as ações que já são desenvolvidas em Mato Grosso. "Temos ações realizadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) trabalhando ostensivamente na fronteira contra o contrabando. Além disso, temos a Delegacia do Consumidor, que busca reprimir este tipo de crime e, na área de Inteligência da Segurança Pública, fazemos estudos permanentes para prevenir e reprimir essa prática".
Segundo Garcia, a proposta do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade já está incluso na pauta da Secretaria de Segurança e os encaminhamentos serão dados em breve.
Apreensões
Em março deste ano, o Governo Estadual destruiu 300 mil CDs e DVDs piratas frutos de apreensão resultante da Operação Carga Máxima. A ação representa o combate ao crime de pirataria que alimenta organizações criminosas que atuam em Mato Grosso.
Os produtos apreendidos em ações da Polícia Civil e Militar foram periciados e a destruição foi autorizada pela Justiça. A ação foi comandada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), da Polícia Judiciária Civil (PJC), que guardava as mídias em depósitos desde o ano de 2006.