MISSÃO BRASÍLIA

Em encontro com presidente, Taques debate renegociação da dívida de Mato Grosso

O governador também alertou para um urgente ajuste fiscal por parte do Governo Federal

por EMERSON DOURADO

01 de Junho de 2016, 16h53

Em encontro com presidente, Taques debate renegociação da dívida de Mato Grosso
Em encontro com presidente, Taques debate renegociação da dívida de Mato Grosso

Na manhã desta quarta-feira (01), em Brasília, o governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu com o presidente em exercício, Michel Temer(PMDB), na pauta do encontro a renegociação da dívida de Mato Grosso com a União, que é de 6 bilhões  de reais.

Na audiência com presidente, o governador de Mato Grosso destacou que o estado está entre aqueles que mais contribuem, com o peso de quase 13 bilhões de dólares, mas que seu crescimento passa pela providencial ajuda do Governo Federal. “Precisamos da ajuda da União em infraestrutura e resolver obras inacabadas da copa do mundo, como no caso do VLT (Veículo Leve sobre Trilho)”.

Na conversa com o presidente interino, Taques mostrou preocupação com o “superendividamento” dos estados com a federação. “Não é possível que os estados membros continuem sendo departamentos da União Federal. Nós precisamos ter uma Federação que seja uma Federação correta, em que as unidades parciais tenham autonomia”.

O governador também alertou para um urgente ajuste fiscal por parte do Governo Federal, como o implantado no Mato Grosso, além de enfatizar a condição exercida pela União de um “agiota” em relação às dívidas dos estados enfatizando a importância da renegociação com todos, mas que é necessário a analise que caso por caso. “Reconhecemos o esforço dos vários governadores em fazer um ajuste fiscal para que os estados possam contribuir. Agora, nós não podemos tratar todos os estados na mesma forma nesta renegociação da dívida”.

A carência das dividas também foi pauta da reunião e Taques sugeriu entre um a dois anos, para que os estados tenham um “fôlego” orçamentário e desta forma empreguem  em áreas com o infraestrutura gerando mais vagas de emprego. “Temos 12 milhões de desempregados no Brasil e não diminuiremos este número sem ajuda dos estados. E nós, governadores, não aguentamos mais pagar dívidas e nos transformarmos em síndicos de uma massa que está falida”.

Uma série de reuniões deve ocorrer para o debate mais amplo deste assunto, ainda nesta quarta-feira (01), houve um encontro dos secretários de fazenda dos estados, com a Secretaria do Tesouro Nacional e representantes do Ministério da Fazenda. Já na próxima semana, o presidente Michel Temer deve receber os governadores. “A União não vai resolver os problemas do desemprego, do seu déficit sem que os estados estejam juntos. E para isso os estados precisam dessa renegociação”.