SEM IMPOSTO
Consumidor faz fila para pagar 32% a menos no combustível
CDL Jovem promove o primeiro dia de liberdade de impostos em Rondonópolis
01 de Junho de 2017, 09h39
Começa hoje o ano para o trabalhador brasileiro, melhor, a partir de hoje o que ele ganha em salário será realmente rendimento. Isso é fácil de entender: o brasileiro trabalha 151 dias por ano só para pagar impostos, taxas e contribuições. O País ocupa o oitavo lugar no mundo onde a população mais trabalha só para quitar a carga tributária.
Para marcar a data em que completamos 151 dias só para tributos, a Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem- CDL Jovem marca também o primeiro ano de criação com a participação inédita de Mato Grosso no movimento nacional do Dia da Liberdade de Impostos - DLI.
Quem ganha neste dia é o consumidor que fez fila para abastecer o carro ou a motocicleta com o preço real do etanol, sem a carga tributária de 32% em cima do preço final do produto. Na bomba o valor do litro de R$ 2,98, caiu para R$ 1,97.
A diretora financeira da CDL Jovem, Natally Fagotti disse que a ideia de participar foi justamente para alertar ao consumidor o quanto se paga de impostos. "Gastamos 151 dias por ano para pagar tributos, isso é carga pesada demais. Com o movimento que acontece pela primeira vez em Rondonópolis e no Estado, queremos mostrar que precisamos mexer com as classes para que a reforma tributária acontece de verdade".
Para a CDL Jovem a movimentação na cidade em torno da promoção da entidade junto com parceiros deve servir de primeiro passo para os próximos anos. "A partir de 2018 queremos trazer mais parceiros para que o consumidor também se conscientize da situação. Nossa briga para mostrar o que acaba custando caro para quem compra, já custou para o comerciante, em tributos", disse Natally.
O gerente do Posto de combustíveis disse que participar não é só agradar o cliente, mas sim mostrar que este país tem jeito. "Se parte desses tributos realmente revertesse em benefícios, como educação, saúde e moradia, valeria a pena, mas pagar por pagar e não ter retorno é muito pesado", garante Leo Vilela do Amaral.
Para Maria Conceição da Silva Franco, enfrentar a fila foi um ato de protesto. "Acho que temos o direito de pagar menos impostos. Uma promoção dessas deveria acontecer mais vezes, os impostos e taxas massacram o povo brasileiro".