DEnúncia séria
O PSL e o laranjal
01 de Julho de 2019, 08h09
O Partido Social Liberal (PSL), do presidente Jair Bolsonaro, está envolvido em nível nacional em uma série de escândalos que ficaram conhecidos no meio político como "Laranjal do PSL", por conta o uso de "laranjas" para o criminoso desvio de dinheiro do Fundo Eleitoral, que é o dinheiro público que deveria ser gasto nas campanhas eleitorais, mas que malandramente acabaram parando no bolso de alguns dirigentes da sigla. O caso mais conhecido aconteceu em Minas Gerais, e chegou até o primeiro escalão do Governo Federal, atingindo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
No caso do laranjal mineiro, os dirigentes da sigla bolsonarista foram acusados de ter desviado dinheiro de candidaturas para o próprio bolso, usando candidaturas femininas "laranjas", ou seja, que foram lançadas legalmente, mas não fizeram campanha de fato. Mas o partido também enfrenta outras acusações semelhantes de fraudes no dinheiro do Fundo Eleitoral, que precisam ser apuradas e os envolvidos devem ser punidos.
Já em Mato Grosso, um suplente de deputado da sigla, o doutor Emílio Populo, que tem base eleitoral em Juína, é acusado de ter registrado duas doações em dinheiro para sua campanha de "doador laranja". De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TER), o cidadão Waldeeny de Moura Pereira teria feito duas doações para o então candidato do PSL, uma no valor de R$ 1 mil e outra no valor de R$ 1.050, que totalizaram R$ 2.050, o que a princípio não tem nada de errado.
Só que o "doador" declarou à Rede Globo nunca ter feito qualquer doação para o candidato ou seu partido. Caso isso seja verdade, provavelmente se trata de uma tentativa de legalizar o Caixa 2 por parte do candidato, o que caracteriza o cometimento de pelo menos dois crimes.
O PSL elegeu uma boa bancada tanto estadual quanto federal por conta da "onda" Bolsonaro e dos discursos duros contra a corrupção e toda prática criminosa, mas parece que se tratava só de discurso mesmo, pois a realidade mostra que a prática de grande parte das lideranças do PSL envolvidas com coisas erradas. É preciso uma ação enérgica da sua direção contra aqueles que cometem ilicitudes, pois da mesma forma como houve uma onda pró PSL, em breve pode haver uma outra em sentido contrário.