Ação

Servidores Federais em greve vão à Câmara hoje pedir apoio aos vereadores

Grevistas acreditam que apoio da classe política pode sensibilizar o Governo Federal e agilizar as negociações visando um acordo

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01 de Agosto de 2012, 06h45

Servidores Federais em greve vão à Câmara hoje pedir apoio aos vereadores
Servidores Federais em greve vão à Câmara hoje pedir apoio aos vereadores

Greve dos servidores federais já dura mais de 70 diasOs técnicos e professores do campus UFMT e também do Instituto Federal de Mato Grosso IFMT-Rondonópolis vão participar hoje da sessão ordinária da Câmara Municipal para pedir o apoio dos vereadores à greve das categorias, que já dura mais de 70 dias. A ida à Câmara faz parte de uma estratégia visando envolver a sociedade e as forças políticas.

Segundo o presidente em exercício da subsede do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica. em Rondonópolis (Sinasefe), Ricardo Klinkerfus, a participação das forças políticas pode ajudar a sensibilizar o Governo Federal, abrindo caminho para um acordo entre as partes.

"Milhares de pessoas estão sem aulas em Mato Grosso e aqui em Rondonópolis, e, até por isso, é conveniente que nossos representantes também se inteirem da situação e busquem contribuir para que tenhamos uma solução mais rápida", disse Klinkerfus ao justificar a intervenção da classe política.

Os grevistas já rejeitaram duas propostas alegando que elas não atendiam as reivindicações. Hoje (1°), eles vão se reúnir às 21h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União.

O governo federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição do Andes-SN é que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas.

No caso de Mato Grosso a situação se complica também por causa dos critérios estabelecidos para a concessão do reajuste. Segundo o comando da greve, em todo Estado apenas nove professores universitários seriam enquadrados no teto máximo do reajuste oferecido pelo Governo. "Aqui em Rondonópolis nenhum professor teria direito a esse reajuste máximo, caso a proposta do governo prevalecesse. Precisamos melhorar isso", defende o presidente da seção local do Sinasefe.

Além da ação de hoje na Câmara Municipal, o comando da greve em Rondonópolis programou para o próximo dia 10 uma aula pública na Praça Brasil.