Tragédia anunciada: Greve pode resultar em conflitos em unidades prisionais
01 de Agosto de 2013, 09h37
É preocupante a condução quase amadora (para não dizer irresponsável) adotada pelo Governo do Estado em relação aos agentes prisionais. A greve da categoria era anunciada há meses, devido ao não cumprimento do acordo firmado no ano anterior. Os alertas foram ignorados e, após a deflagração, o Governo optou pelo confronto ao invés de dialogar.
Ao que parece o Executivo contava com a 'providencial' ajuda do Judiciário para sufocar o movimento dos agentes prisionais. Conseguiu que a greve fosse declarada ilegal, com multas milionárias ao sindicato em caso de descumprimento. Porém, até aqui, a tática não surtiu o efeito desejado. Aliás, só aumentou a revolta dos agentes.
Os efeitos da greve já são sentidos na superlotação de delegacias e unidades do CISC, inclusive aqui em Rondonópolis. Também já foram registrados tumultos em penitenciárias e, caso a paralisação prossiga no final de semana, há o temor de que a suspensão das visitas provoque rebeliões em várias unidades prisionais.
Vale dizer que as negociações prosseguem em Cuiabá e o comando de greve sinalizou que está disposto a fechar um acordo, desde que o Estado apresente uma proposta razoável.
Se o acordo ocorrer rapidamente, tudo bem. Do contrário, poderemos ter um fim de semana infernal.
Há uma tragédia anunciada sendo desenhada. E cabe ao Governo evitá-la.