TURISMO
Atração de eventos é uma das saídas apontadas para movimentar economia hoteleira
Com apoio da Sedec, Associação Brasileira de Hotéis de MT promoveu Encontro Comercial que discutiu melhorias para o setor hoteleiro
01 de Agosto de 2016, 10h24
A promoção de eventos como congressos, feiras e encontros nacionais e internacionais na capital mato-grossense é uma das saídas apontadas por governo, empresários e representantes da Associação Brasileira de Hoteis (Abih-MT) para tirar o setor da crise que vem enfrentando desde 2014.
O 1º Encontro Comercial - Hotelaria e Negócios, realizado pela Abih na capital, nesta semana, contou com especialistas do mercado comercial e de publicidade que debateram as estratégias e inovações para atrair público e aumentar as receitas da rede hoteleira e fazer girar a economia. O evento contou com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), teve como um dos destaques, a palestra do presidente executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando.
O evento contou com a presença de mais de 45 representantes da rede hoteleira e 23 fornecedores da trade turístico como restaurantes, equipamentos e tecnologia. "Esse tipo de evento era inédito no estado. Estamos muito felizes com a repercussão. O público de mais de 130 pessoas só nos mostrou que com a união podemos fazer mais, porque juntos fortalecemos o setor buscando melhorias e promovendo ações de fomento", vibrou o vice-presidente da Abih-MT André Machado. Atualmente, a associação possui 31 associados, o que representa 32% do total de leitos de Cuiabá.
O secretário adjunto de Turismo do Estado, Luis Carlos Nigro, destacou que além da infraestrutura necessária para melhorar o acesso ao turismo, o governo atua para fomentar o setor e torná-lo um dos pilares econômicos de Mato Grosso. "O que buscamos é fomentar uma rede de atrativos, fazendo a integração de produtos", explicou Nigro ao falar, por exemplo, do Corredor do Ecoturismo reunindo as cidades de Chapada dos Guimarães, Nobres e Poconé com produtos e atrativos que encontram ótima aceitação no mercado. Para melhorar o acesso nessas regiões, o estado tem investido na construção de estradas pavimentadas e pontes e facilitar a locomoção de moradores e turistas.
Outro ponto destacado por Nigro é a captação de eventos que auxiliem a movimentação da rede hoteleira da capital, como forma de atrair turistas e pessoas a negócio ou trabalho.
Recepção e qualidade
Com o tema "Mercado hoteleiro: atitudes e alternativas", Toni Sando fez uma breve explanação sobre as questões históricas do turismo e levantou alguns pontos sobre os novos rumos que o mundo vem exigindo de toda a cadeia do setor para que se (re) adeque. "Precisamos parar de vender o turismo de forma lúdica. Turismo é business, precisa gerar renda e emprego. Devemos encarar que o turismo é uma questão econômica e que todo mundo precisa estar conectado para que dê certo. Poder público, privado, profissionais do setor e toda a sociedade civil", comentou Sando.
O presidente do Convention Bureau de SP, com longa carreira na área, lembrou que para fomentar o trade turístico de qualquer região é necessário perceber além do comum. "Enxergar os diferenciais de cada lugar é o primeiro passo. Mas, mais do que isso, é ideal saber como usar isso ao seu favor, identificando como essas características podem fazer com que as pessoas percebam esses valores e se sintam atraídas, curiosas", explicou
"Problemas toda cidade tem. Não adianta ficar perdendo tempo nessa questão. É preciso encarar a cidade como a nossa casa. Se você pensa assim, tudo se torna mais fácil, porque as pessoas sentem quando são recebidas como se estivessem em casa. Para isso, se faz urgente que a sociedade como um todo esteja conectada com o que anda acontecendo na cidade, sabendo receber quem vem de fora, indicando os lugares importantes de serem visitados, o que anda acontecendo no sentido cultural, da gastronomia e do turismo em geral. Sem integração as ações se perdem, porque se os agentes fundamentais nesse processo, ou seja, o guichê no aeroporto, o taxista, os recepcionistas do hotel ou da pousada, o guia de turismo e o gerente do restaurante não estiverem conectados ao que de fato pode chamar a atenção dessas pessoas e revelar o que de melhor há, começando pelo tratamento e aconchego, as pessoas não voltam", pontuou Toni.
Sando observou ainda que com o mundo globalizado, as pessoas já não podem mais se ausentar de suas responsabilidades, pois todo mundo está online, comentando, criticando, expondo e se expondo. "Se não dermos atenção a isso corremos riscos de ficamos para trás. A palavra chave dos tempos atuais é emoção e superação. Os turistas e visitantes já não querem saber se aquele lugar tem isso ou aquilo, se é caro ou barato. Elas querem ter experiências, sentirem na pele sensações que as vezes um bom café da manhã, um bom colchão e uma boa conexão de internet podem proporcionar", finalizou.