ROTATIVO RONDON
Pagamento de funcionários depende de posicionamento da Justiça do Trabalho, informa assessoria
Ex-funcionários que não acataram negociação espontânea recorreram à Prefeitura em busca de solução do problema
01 de Agosto de 2017, 10h13
Encargos trabalhistas a serem pagos a ex-funcionários do Rotativo Rondon, em Rondonópolis, dependem de perecer da Justiça do Trabalho. Esta é a informação repassada pela assessoria da prestadora do serviço de estacionamento à reportagem. No vermelho, a empresa obteve junto a parte dos colaboradores a negociação espontânea e aguarda decisão judicial para seguir os procedimentos ante os que rejeitaram a proposta.
Outros ex-funcionários demitidos recorreram à Justiça e não acataram a negociação proposta pelo Rotativo. Foi esta a parte que se reuniu ontem na Prefeitura com o prefeito José Carlos do Pátio -SD. Enquanto a Justiça do Trabalho, porém, não determinar os valores e prazos de pagamento, nada pode ser feito pela empresa.
Uma nova reunião, deste vez com a chefia do Rotativo, está prevista para a próxima quinta-feira, 3. Em pauta, questões contratuais descumpridas por ambas as partes.
Desde sua implantação, o Rotativo não deu o lucro esperado. O provável é que o sistema seja interrompido e outra empresa assuma a prestação do serviço.
O procurador-geral do município, Anderson Flávio de Godói, disse que vai estudar os contratos para saber se poderá haver algum prejuízo financeiro para os trabalhadores caso uma nova empresa entre em operação no município e, conforme determinação do prefeito, vai se reportar a essas trabalhadoras com todas as avaliações que forem feitas sobre o assunto.
O prefeito Zé Carlos do Pátio disse que toda decisão tomada por ele e sua equipe será comunicada aos colaboradores da empresa e que vai brigar para que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos.
"O que me estimula em um trabalho como o que é prestado pelo rotativo é a geração de emprego e renda que ele proporciona. Todos os meus instrumentos serão em defesa de vocês, trabalhadores. O dono da empresa me procurou uma vez e na oportunidade chamei os representantes da Acir, CDL e Rotary Clube para verificar se havia interessa na continuidade do serviço e a resposta foi positiva. Então, pedi um estudo por parte do procurador do município e podemos exigir uma prestação de contas. Não podemos tirar os direitos da empresa, mas temos a obrigação de garantir os direitos de vocês", concluiu.