“GENEROSOS”
Pró impeachment, Fagundes e Cidinho ainda decidiram a favor de Dilma
01 de Setembro de 2016, 10h11
Unanimidade na bancada mato-grossense do Senado Federal quanto a condenação da agora ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT). Wellington Fagundes (PR), Cidinho Santos (PR) e José Medeiros (PSD) votaram pelo fim do mandato. Divergência, porém, nas arestas do impeachment, quando os republicanos decidiram por manter os direitos políticos da petista.
Medeiros está entre os senadores opositores, e ainda lamentou que Dilma tenha obtido a regalia. Culpou o PMDB e se disse "com gosto de caixão velho na boca", na tentativa de traduzir em palavras o que definia como um sentimento. "Depois desse comportamento do PMDB, eu sinto que a base do Governo vai ter muita dificuldade", avaliou logo após a decisão. "Não dá para aceitar a forma como o PMDB se comportou hoje fazendo essa ajeitadeira", completou comparando juridicamente o impeachment de Dilma ao do ex-presidente Fernando Collor de Melo.
Já Wellington Fagundes optou por pregar união em busca da solução "crises simultâneas", a política e a econômica. Apesar de poupar Dilma, Cidinho asseverou que a ex-presidente mudou os rumos do plano de governo que a elegeu em 2014.
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A rigor da Lei, a condenação de Dilma implicaria na perda dos direitos políticos pelo período de oito anos. A ex-presidente, porém, acabou salva pelo voto de 42 parlamentares, incluindo Fagundes e Santos. Se dedicará, agora, à "mais enérgica e atuante oposição que um governo golpista pode enfrentar", como afirmou a própria em um último discurso proferido em Brasília.
Por parte do novo governo, desafiado a reerguer, já em curto prazo, a economia interna e os níveis de credibilidade ante o mercado financeiro internacional, caberá cumprir o que prometera e tratar de trabalhar. Michel Temer (PMDB) assume, mas tem pela frente um caminho árduo até que possa ser considerado e chamado, de fato, de presidente do Brasil. No presente momento é chefe no papel, não foi eleito pelo voto e efetivamente pouco fez.
Quando interino, Temer focou em apresentar sua 'Ponte para o Futuro', escalou ministros, especulou mudanças nos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e de inclusão a jovens ingressantes no ensino superior. Estudou medidas drásticas de cortes para o contingenciamento dos gastos e recuperação da economia. Esbarrou na rejeição após a divulgação de nivelamento para baixo em aposentadoria e benefícios trabalhistas.
O que esperar, agora em Temer toma posse efetiva? Entre especulações e expectativas, só o tempo nos dirá.