“CASEBRE”
Com desvio, Silval diz comprado mansão de R$3,5 milhões em Jurerê
01 de Setembro de 2017, 15h47
Uma mansão em um dos pontos turísticos mais badalados -e caros- do Brasil. Em depoimento à procuradora da República, Vanessa Cristhina Scarmagnani, em 10 de maio deste ano, o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa -PMDB, hoje o maior delator do Estado, disse ter adquirido um imóvel em Jurerê Internacional (SC) com dinheiro de um esquema em combustível.
O "casebre" está avaliado em R$3,5 milhões. NO depoimento, Silval disse ter comprado a mansão do deputado Gilmar Fabris -PSD, que, segundo ele, o pressionava para arrecadar verba em prol da campanha pela reeleição a Assembleia. O imóvel estaria em nome do empresário Valdir Piran.
Conforme o ex-governador, do total repassado a Fabris, R$ 1,8 milhão era oriundo de um esquema de desvio de combustível, junto a Petrobrás, que detinha de execuções no Estado nos anos de 2013 e 2014.
Por conta de tais execuções, disse Silval, houve penhora de valores das contas bancárias da empresa, que para solucionar a questão efetuou o depósito judicial por meio de produtos por ela comercializados, como materiais betuminosos (utilizados para construir asfalto) e óleo diesel. Totalizando aproximadamente R$ 55 milhões.
Os materiais, de acordo com Silval, ficaram sob responsabilidade da Sinfra. O Da Secretaria, parte do dinheiro teria sido desviado, tanto para a quitação do imóvel na negociação com Fabris quanto para o pagamento de dívida de campanha do então candidato ao governo do Estado, Lúdio Cabral -PT.