CASO ISABELE

Promotor esclarece que reportagem de revista continha “argumentos distorcidos”

O promotor mencionou que foi procurado por diversos veículos de comunicação para falar sobre o caso, inclusive pelo programa Fantástico

por Da Redação

01 de Setembro de 2020, 15h52

Reprodução Google
Reprodução Google

O promotor de Justiça Marcos Regenold, que atua juntamente a outros membros do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no caso da adolescente Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos, morta dentro do condomínio Alphaville, divulgou uma nota à imprensa esclarecendo que a reportagem de uma revista nacional, ao qual deu entrevista, que seria a Época, continha “argumentos distorcidos e inverídicos”.

O promotor está sendo alvo de um pedido de afastamento do caso por parte da família da jovem que atirou em Isabele, após tais declarações serem questionadas.

Mas, conforme a nota de Regenold, ele agiu com total imparcialidade, objeção e não tocou em qualquer fato sigiloso que pudesse mencionar a referida atiradora.

NOTA À IMPRENSA

À despeito do pedido de afastamento protocolizado pela defesa do Sr. Marcelo Martins Cestari junto ao CNMP na presente data, esclareço que:

- desde a morte da adolescente Izabele Guimarães Ramos, ocorrida em 12/07/20 na residência do mencionado cidadão, a apuração do caso ganhou atenção diária não somente da imprensa local, mas também da nacional;

- desde o evento fatídico até o dia 28/08/20, ou seja, por quase 50 dias, mesmo sendo um dos representantes do Ministério Público responsáveis pelo caso, nunca me manifestei, não obstante ter sido procurado inúmeras vezes por sites, jornais, emissoras de televisão e pelo Fantástico e mesmo ante as manifestações quase que diárias sobre o caso, feitas pelos advogados dos implicados e da família da vítima;

- apenas no dia 28/08/20, após exaustivo trabalho de investigação da polícia que inclusive já deve chegar à conclusão em poucos dias, este Promotor, entendendo ser necessário que a população notasse que o MPE não está alheio ao caso, concedeu entrevista a um jornal e a alguns sites da Capital, expondo sempre questões objetivas, imparciais e sem opinião pessoal, nem mesmo fazendo menção a qualquer fato sigiloso nem a pessoa da adolescente infratora;

- ocorre que, naquela mesma data fui procurado pela reportagem de uma revista nacional para cujo repórter repeti sempre as mesmas informações prestadas aqueles veículos da imprensa local, causando, contudo, total estranheza a matéria publicada no dia seguinte (29/08) contendo argumentos distorcidos, inverídicos e com acréscimo de fatos que sequer tinha conhecimento;

- imediatamente entrei em contato com o repórter e depois de uma altercação, o mesmo retificou algumas afirmações absurdas que jamais saíram da boca deste subscritor, mas manteve outras, inclusive as contidas na representação mencionada;

- diante ainda das inverdades que permaneciam indevidamente na reportagem, encaminhei email à redação da Revista, expondo a situação e solicitando que as próximas reportagens sobre o trágico episódio fossem melhor conduzidas;

- tudo o que menciono está devidamente documentado e me reportarei, oportunamente, aos órgãos de controle.

Atenciosamente,

Marcos Regenold Fernandes Promotor de Justiça