Mesa Diretora
Jailton cobra independência da Câmara e diz que votará em Fulô (PMDB) para presidente
Vereador do PDT disse que falta diálogo com a administração municipal e que não pediu nada em troca do apoio ao grupo adversário
10 de Novembro de 2014, 11h09
O vereador Jailton Dantas (PDT), conhecido como 'Jailton do Pesque-pague', confirmou hoje que não apoiará a chapa montada pelo grupo situacionista para disputar a Mesa Diretora da Câmara. Em entrevista exclusiva ao Gazeta MT, ele reclamou da falta de diálogo e disse que votará na chapa encabeçada por Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), para garantir mais autonomia ao Legislativo Municipal.
"Eu tomei a iniciativa de pedir para entrar no grupo deles e fiz uma única exigência: valorizar a atividade legislativa. Sou a favor de uma Câmara independente, autônoma em relação ao Executivo. A ideia não é fazer oposição, mas sim agir com independência", declarou.
Jailton disse que está ciente de que receberá pressões dos partidos aliados ao prefeito Percival Muniz (PPS), mas disse estar preparado para isso. Ele afirma que não surgiu no grupo situacionista nenhum líder disposto a garantir a valorização da atividade parlamentar e que, por isso, optou pelos adversários.
"Hoje os vereadores tem dificuldades até para conversar com os secretários. Além disso os grandes projetos são votados sem discussão prévia. A Ordem do Dia, momento em que deveríamos antecipar essas discussões, perdeu a finalidade. Precisamos mudar isso", criticou.
O parlamentar citou como exemplos da falta de autonomia no legislativo a aprovação da Taxa do Lixo, ocorrida no ano passado, e também a tentativa de aprovar o projeto que regulamenta a atuação de vendedores ambulantes no município - que chegou a entrar na pauta da semana passada, mas foi retirado a pedido dos vereadores.
"A Taxa do Lixo foi votada em regime de urgência e até hoje não foi efetivada. Esse projeto dos ambulantes também chegou em cima da hora e só não foi votado porque houve reação. Tivemos ainda nos últimos meses a liberação de 21 loteamentos, a zona azul e várias outras decisões que envolvem toda a cidade e que foram tomadas sem a discussão adequada. A Câmara não pode abrir mão de seu papel de fiscalizar e fazer as leis", afirma.
A eleição da Mesa Diretora está prevista para acontecer no dia 20 de dezembro e a chapa presidida por Fulô deverá ter como primeiro secretário o vereador Roni Magnani (PP). Já o bloco da situação estuda lançar como candidato a presidente o vereador Fábio Cardozo (PPS) ou Aristóteles Cadidé (PDT).