denúncia

Reeducandos denunciam superlotação na Penitenciária Central do Estado

Em denúncia, eles afimam que não aceitarão receber mais nenhum reeducando no local

por GazetaMT

10 de Dezembro de 2016, 07h00

Reeducandos denunciam superlotação na Penitenciária Central do Estado
Reeducandos denunciam superlotação na Penitenciária Central do Estado

Com aproximadamente 890 vagas, a Penitenciária Central do Estado (PCE) conta, atualmente, com mais de 2,2 mil reeducandos. Nas celas, que deveriam abrigar, no máximo, oito pessoas, mais de 40 dividem o espaço.

A situação acirrou os ânimos dos reeducandos que cobram providências do Estado. Em denúncia, eles afimam que não aceitarão receber mais nenhum reeducando no local.

Nesta sexta-feira (9), o juiz da Vara de Execução Penal, Geraldo Fidelis, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Betsey Polistchuk e uma comitiva visitaram as instalações da PCE.

Na vistoria aos raios 1, 2, 3 e 4 foi constatada a falta total de condições alegadas pelos reeducandos. No local onde ficam recolhidos por mais de 12 horas seguidas, eles precisam dormir uns em cima dos outros, embaixo das jegas e em redes improvisadas nos banheiros.

Após a vistoria, ficou decidido que, em caráter emergencial, os reeducandos de outras comarcas serão encaminhados aos seus locais de origem. Outros pontos relacionados, ainda à superlotação, trabalho e educação serão discutidos posteriormente.