“CHAPÉU DE PALHA”

Deputado nega envolvimento em esquema e afirma desconhecer empresas e fatos citados na operação da PF

O parlamentar foi alvo da operação Chapéu de Palha deflagrado na manhã de quarta-feira (09).

por Estevan de Melo - de Cuiabá

10 de Dezembro de 2020, 07h55

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O deputado estadual Romoaldo Júnior (MDB) negou na quarta-feira (09), que tenha qualquer envolvimento com os atos ilícitos investigados na operação Chapéu de Palha, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em Mato Grosso.

A operação cumpriu 39 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Estado, com o objetivo de investigar um esquema de fraudes em licitação e pagamento de propina.

O gabinete do emedebista foi vasculhado pelos agentes da PF. Além dele, os deputados Nininho (PSD) Dilmar Dal'Bosco (DEM) e o ex-legislador Mauro Savi, também foram alvos.

O parlamentar explicou, por meio de nota encaminhada a imprensa, que seu nome está arrolado ao processo por causa de uma ex-assessora parlamentar, que segundo os autos, recebeu um dinheiro da Construtora Pirâmide, em 2016.

Segundo inquérito do Ministério Público Federal (MPF), a empresa Pirâmide (Paulo Rocha dos Santos Eireli) e as construtoras Rocha - Ivaldo Rocha de Freitas & Cia Ltda., e Up Projetos e Construções Ltda, são investigadas na operação.

“Ela trabalhou em meu gabinete, apenas. A vida particular dela não tem nada a ver comigo. Estou tranquilo e a disposição para qualquer esclarecimento”, declarou em nota.

Conforme as investigações, o esquema teria iniciado em 2013, o deputado  Nininho e seu irmão, Humberto Bortolini, prefeito de Itiquira, ambos do PSD, estariam por trás das "ações ilícitas".