irado!
Pelo WhatasApp, presidente do Sispmur chama servidores de 'prostitutas'
10 de Fevereiro de 2015, 10h42
Em um texto que atropela o bom português, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), Rubens Paulo, o professor mais bem pago da cidade critica duramente os servidores do município que não aderiram à sua greve, que tem claros contornos políticos. Os 'comentários' do sindicalista foram postados em grupo do WhatsApp dos educadores do município e o presidente demonstra toda sua ira contra a administração municipal e chega a chamar os servidores que não aderiram ao movimento paredista de 'prostitutas'.
Na postagem, Rubens Paulo inicia seus comentários afirmando que a adesão à greve é bem maior que o levantado pela Secretaria de Educação e chama os seus companheiros servidores municipais, que por algum motivo resolveram não aderir ao movimento, de 'mercenários' e 'covardes', para em seguida deixar claro que o movimento que lidera tem claros fins políticos e eleitoreiros, ao afirmar que o prefeito Percival Muniz (PPS) 'está fora da próxima eleição'.
Mantendo sempre o tom raivoso, deixando também transparecer que se trata acima de tudo uma questão pessoal, o desequilibrado sindicalista 'manda' os que classifica como 'puxa sacos' calarem a boca e que em caso de alguém se sentir ofendido 'que venha conversar comigo', o que no popular significa 'achou ruim, me peita!'.
Na sequência, o presidente do Sispmur enumera as unidades escolares que, de acordo com o próprio, não aderiram à greve e volta a ofender os funcionários que preferiram outras formas de negociação com a prefeitura e não quiseram prejudicar milhares de pais e mães que ficam inviabilizados de irem trabalhar sem as escolas e creches para deixarem seus filhos, afirmando com seu português chulo que são piores que prostitutas, ou literalmente, 'esse povinho q considero pior q as prostitutas!', em suas próprias palavras.
Os servidores do município estão paralisados desde o último dia 30 de janeiro e cobram uma série de benefícios, sendo o principal um aumento linear de 19% nos salários dos servidores. Como o prefeito não atendeu o pedido de aumento salarial, que beneficiaria principalmente um seleto grupo de servidores com altos salários, que coincidentemente são os mais combativos no movimento grevista, o presidente do Sispmur decidiu radicalizar de vez, indo para a porta de escolas e creches insultar os que preferem exercer seu legítimo direito de trabalhar.

A greve atinge principalmente as creches e escolas municipais, justamente onde mais atingem ao cidadão trabalhador da cidade, que fica sem ter onde deixar seus filhos para poder ir trabalhar.
O mínimo que se pode esperar de uma pessoa que esteja na posição do atual presidente do sindicato que representa os servidores municipais é que tenha equilíbrio e bom senso para conduzir as negociações para um bom termo, não se deixando levar por frustrações e desejos políticos e pessoais.
O Buxixo recomenda ao professor afastado que assuma ares professorais e procure se acalmar, pois não cremos que as ofensas possam aumentar a adesão à greve ou levar a uma boa solução para o caso.
Vamos acompanhar...