Violência contra estudantes expõe Governo do Estado e também cúpula da UFMT
10 de Março de 2013, 14h16
O Buxixo ouviu dizer que já há em curso um entendimento entre as cúpulas da UFMT e do Governo do Estado para 'abafar' o escândalo gerado pela agressão contra estudantes, ocorrido nesta semana em Cuiabá. O Governo deve 'imolar' dois ou três policiais e a reitoria dará o assunto por encerrado.
Se é fato ou boato, não se sabe. Mas não há como negar que o episódio expõe perigosamente as duas partes. Quanto maior a repercussão, maior será o desgaste causado pelo despreparo da nossa polícia (a mesma que atuará na Copa do Mundo) e também mais evidente será o fracasso do 'pragmatismo' que comanda a UFMT desde a gestão do ex-reitor Paulo Speller.
Baseado internamente na troca de favores e externamente na submissão aos grupos políticos dominantes, o tal 'pragmatismo' explica a quase falência dos campi e a acelerada decadência da qualidade do ensino ofertado pela Universidade como um todo.
O protesto dos estudantes e a tresloucada ação da PM (que segundo denúncias teria sido iniciada a pedido de servidores ligados à reitoria) são apenas sintomas do mal maior - representado pela perigosa proximidade entre os dirigentes da Universidade e os poderosos de plantão.
Se conseguirem abafar o novo escândalo, governo e reitoria terão um pouco mais de tranquilidade. Mas o Buxixo acredita que, cedo ou tarde, a relação entre eles terá de ser discutida publicamente... e corrigida eticamente.